Qualquer um reconhece a qualidade dos lacticínios açorianos. Nos Açores faz-se da melhor manteiga que se produz no mundo.Sem PACs e com menos protecção aos mercados agrícolas a nível mundial, os produtores dos Açores podiam-se tornar num major player a nível mundial, tal como a Nova Zelândia o é. Agora é evidente que com tantos controlos, tantos acordos e tantas quotas que impedem a concorrência é impossível os açorianos baterem a concorrência. No jogo político nós não somos um major player.
O essencial defeito desta geração de líderes do PSD é que nenhum teve propriamente uma educação política que não se resumisse ao contacto com o poder. Foi o poder que os fez, que os inventou e reinventou. Mas, precisamente, uma educação política não se faz no poder. O poder comprime, deforma, vicia. O poder ilude. Uma verdadeira educação política tem de anteceder o poder. Pressupõe um espírito de aprendizagem, um conhecimento da realidade, um distanciamento, um permanente exame da validade das nossas convicções. (...) Infelizmente para ele, Marques Mendes pertence demasiado a uma geração que não teve nunca independência para criar um pensamento político próprio, nunca reflectiu sobre o mundo em que vivia nem sobre as transformações desse mundo, nunca passou pelo choque de realidade que a personalidade exige.
Every account of the origins of the state starts from the premise that "we"—not we the readers but some generic we so wide as to exclude no one—participate in its coming into being. But the fact is that the only "we" we know—ourselves and the people close to us—are born into the state; and our forebears too were born into the state as far back as we can trace. The state is always there before we are. [...]
03. On democracy
The main problem in the life of the state is the problem of succession: how to ensure that power will be passed from one set of hands to the next without a contest of arms.
excerto de Diary of a Bad Year de J.M. Coetzee (disponível no NYRB)
O último inquérito n'O Insurgente, em que os leitores eram convidados a votar sobre se "concordam ou não com a extinção do MC", obteve um resultado bastante monótono. Numa simples resposta de sim ou não caberão multiplas opiniões que naturalmente são restringidas a estas duas hipóteses.
A uma pergunta tão lapidar quanto a que era apresentada eu responderia que Não, eu não concordo com a extinção do MC. Contudo não acho que este MC seja necessário. O MC deveria ser uma estrutura muito mais leve e flexível, descentralizada e principalmente vocacionada para as pessoas e não, como acontece actualmente, uma estrutura essenciamente orientada para os artistas.
[Berardo] sabe que vai ter o Estado aos seus pés no momento da sua coroação, quando o CCB abrir as portas ao “seu” museu.
O Museu Berardo é o espelho do “comendador” no seu melhor. A colecção é muito boa, o mérito de quem a fez é inquestionável, o dinheiro que lá está investido é brutal, a consistência artística é inquestionável. Portugal vai ganhar um bom museu, que vai atrair muito visitantes nacionais e internacionais, embora haja museus muito melhores em dezenas de cidades europeias.
Mas ao mesmo tempo, a coleccção vai ser exibida no lugar errado, porque o CCB vai perder toda e qualquer capacidade de exibir outras boas exposições, e vai ter regras que colocaram o Estado português de gatas, como bem explicou a Presidência da República no texto em que sancionou o acordo Estado-Berardo.
Improbalibidade estatística [na óptica do Estado Protector]
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo (...)Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.(...)Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Não quero uma Lisboa cheia de boas intenções, utópica, politicamente correcta, feita de um patusco conservadorismo esquerdista que impõe «mercearias» e «hortas» aos cidadãos.
Os sindicatos têm prestado um mau serviço aos trabalhadores envolvendo-os em batalhas que não são as deles, recusando-se sistematicamente a colaborar na busca de soluções que tragam mais riqueza e subsequentemente mais trabalho (nomeadamente em sede de concertação social), cristalizando-se e ignorando as novas questões laborais que a globalização acarreta, tomando a defesa da manutenção do sector empresarial do Estado – que apenas cria menos riqueza e menos empregos novos, não apresentado propostas para as questões da formação e desenvolvimento pessoal dos trabalhadores – única forma de combater a precariedade laboral e desprezando questões tão básicas como sejam os critérios de avaliação dos trabalhadores. [bold meu]
Fico contente com as reacções que o meu artigo gerou. É bom saber que consigo despertar a atenção dos leitores mesmo quando não falo de assuntos microeconómicos, como a Economia do Sexo, a Economia das tampas de sanita, ou a Economia dos orgasmos dissimulados.
9/11 was the murder of some 3000 human beings by suicide pilots from Saudi Arabia, guided by Osama bin Laden, a radical Islamic leader. The 3000 human beings were not part of the American government, even less the American military, but men and women who were working for a living on mostly peaceful projects. There is no justification for murdering them, regardless of what the American government has done wrong in the Middle East over the last ten or twenty or three hundred years.
So Representative Ron Paul was mistaken in ascribing responsibility for 9/11 to American foreign policy. The responsibility lies with the perverse thinking of Osama bin Laden and his cohorts, people who are willing to inflict death upon innocent human beings because they disapprove of the conduct of the government of those human beings, as if they had personally perpetrated unjustified foreign policy measures upon them. Not only does the crime of 9/11 fail to be justified by any allegedunjust US foreign policy measures. There is then also the question of whether all those measures had in fact been unjust—for example, the US government’s support of Israel.
It is one thing to claim that American foreign policy in the Middle East has been unwise, unjust, even morally wrong. It is another thing entirely to claim that that policy justified 9/11. (...)
Representative Ron Paul may well be right to criticize the American government’s Middle East policies but he is clearly wrong to suggest that what bin Laden and his gang did to the 3000 or so individuals who were working in the Twin Towers on September 11, 2001, amounted to a proper, justified “blowback.” No, it was murder, period. Tibor R. Machan
Um post do LA-C a ler na integra [eu tive dificuldade em escolher um parágrafo a destacar]
«Nunca ninguém me conseguiu explicar que crime era esse, o de ir comprar ovelhas a Espanha para vender barato em Portugal. Na altura, como hoje, o Estado dedicava-se a manter os preços artificialmente altos. Na época, recorria-se a uma burocracia alfandegária de assustar, aliada a fortes impostos aduaneiros. As tácticas não mudaram muito. Hoje recorre-se a uma miríade de impostos, directos e indirectos, que impedem os preços baixos e que asfixiam o pequeno comerciante.» [bold meu]