O Estado e a Cultura
Tomo II
Os direitos de um individuo não podem ser limitados pelo simples facto de ele ter uma opinião politica - ou uma consciência social, o que quer que lhe queiramos chamar - e isso é também válido para os artistas, que de algum modo têm uma relevância social por vezes superior [pelos menos alguns deles, (mas isso é uma outra discussão, sobre qual o papel do artista na sociedade contemporânea, que será abordada num próximo tomo), a literatura e a música são excelentes exemplos disso mesmo, de como os artistas podem ter uma voz activa na sociedade]
Agora esta questão [da opinião política de determinado artista] é mais delicada quando o critério político é o fiel da balança [em situações de atribuições de prémios, apoios, etc.]...
a ARTE só sobrevive se for bela, se isso não acontecer a arte (assim com minúcula) corre o risco de ser panfletária e ficar esquecida, mas as duas coisas podem coexistir (beleza e consciência social)... mas acima de tudo não podemos deixar que as nossas concepções ideológicas distorçam gravemente a forma como olhamos para um objecto artístico
Os direitos de um individuo não podem ser limitados pelo simples facto de ele ter uma opinião politica - ou uma consciência social, o que quer que lhe queiramos chamar - e isso é também válido para os artistas, que de algum modo têm uma relevância social por vezes superior [pelos menos alguns deles, (mas isso é uma outra discussão, sobre qual o papel do artista na sociedade contemporânea, que será abordada num próximo tomo), a literatura e a música são excelentes exemplos disso mesmo, de como os artistas podem ter uma voz activa na sociedade]
Agora esta questão [da opinião política de determinado artista] é mais delicada quando o critério político é o fiel da balança [em situações de atribuições de prémios, apoios, etc.]...
a ARTE só sobrevive se for bela, se isso não acontecer a arte (assim com minúcula) corre o risco de ser panfletária e ficar esquecida, mas as duas coisas podem coexistir (beleza e consciência social)... mas acima de tudo não podemos deixar que as nossas concepções ideológicas distorçam gravemente a forma como olhamos para um objecto artístico
escrito por aL a 2:49 da manhã

3 Pós e Contas:
Partilho da opinião que a arte deve ser bela. No entanto não reduzo a sua sobrevivência a este único factor. Existem obras que não primam pela sua beleza, mas simplesmente (ou melhor, complexamente) pela sua arquitectura revolucionária, ou por estrutura que de tão complexa ou bem desenhada espelha a alma ou intenção do artista sem ser porém, BELA.
Referindo-me agora especificamente à literatura, temos o caso do Lobo Antunes. Confesso que nunca acabei nada dele. E isto apenas deve-se aos diálogos, narrações, descrições labirinticas que ele leva o leitor a percorrer. Todos o elevam a grande escritor da Literatura Portuguesa, título que não posso corroborar pelas razões acima mencionadas. No entanto, pela minha experiência, não é pela sua beleza (da obra) que ele é tão apreciado (e agora que caiam os insultos)
18/10/05 11:18
meu caro prometeu, quando falo em beleza não me refiro apenas à beleza clássica (e canónica) do agradável à vista! um quadro de botticelli é tão belo quanto um quadro de schiele
18/10/05 11:45
a questão aqui, para não nos perdermos, tem que ver com as palavras que usamos. Beleza tanto pode ser um termo técnico como palavra comum. Há que esclarecer.
E quanto a Lobo Antunes, é um grande escritor. Opinião minha é certo, a primeira avaliação da arte é sempre subjectiva, mas é um grande escritor analisando-o objectivamente. O estilo pode não ser fácil, pode chocar, enervar, aborrecer... mas tenho para mim que os Lusíadas são mais chatos, mais enervantes e masi chocantes como leitura...
19/10/05 20:52
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