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terça-feira, outubro 18, 2005

O Estado e a Cultura

3 Pós e Contas:

Blogger Prometeu Quis dizer...

Partilho da opinião que a arte deve ser bela. No entanto não reduzo a sua sobrevivência a este único factor. Existem obras que não primam pela sua beleza, mas simplesmente (ou melhor, complexamente) pela sua arquitectura revolucionária, ou por estrutura que de tão complexa ou bem desenhada espelha a alma ou intenção do artista sem ser porém, BELA.

Referindo-me agora especificamente à literatura, temos o caso do Lobo Antunes. Confesso que nunca acabei nada dele. E isto apenas deve-se aos diálogos, narrações, descrições labirinticas que ele leva o leitor a percorrer. Todos o elevam a grande escritor da Literatura Portuguesa, título que não posso corroborar pelas razões acima mencionadas. No entanto, pela minha experiência, não é pela sua beleza (da obra) que ele é tão apreciado (e agora que caiam os insultos)

18/10/05 11:18

 
Blogger aL Quis dizer...

meu caro prometeu, quando falo em beleza não me refiro apenas à beleza clássica (e canónica) do agradável à vista! um quadro de botticelli é tão belo quanto um quadro de schiele

18/10/05 11:45

 
Blogger lipemarujo Quis dizer...

a questão aqui, para não nos perdermos, tem que ver com as palavras que usamos. Beleza tanto pode ser um termo técnico como palavra comum. Há que esclarecer.
E quanto a Lobo Antunes, é um grande escritor. Opinião minha é certo, a primeira avaliação da arte é sempre subjectiva, mas é um grande escritor analisando-o objectivamente. O estilo pode não ser fácil, pode chocar, enervar, aborrecer... mas tenho para mim que os Lusíadas são mais chatos, mais enervantes e masi chocantes como leitura...

19/10/05 20:52

 

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