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sexta-feira, novembro 28, 2008

Um post directamente da cozinha



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quarta-feira, novembro 19, 2008

Keep me busy

quarta-feira, novembro 12, 2008

E a lei o que diz?

A história da bandeira Nazi no parlamento da Madeira está a ser politizada da pior maneira, isto é, partidariamente.

A mim só me interessa uma coisa: a legalidade de tudo o que aconteceu, desde o desfraldar da bandeira até este momento em que o plenário continua suspenso. Quem violou a lei deve ser castigado. Mas isto ninguém clarifica. Preferimos estar aqui com rodriguinhos, de apontar o dedo ao deputado ou à maioria do PSD ou ao Presidente da República. Mas 90% desconhece o que a Lei diz (eu incluído) e não sabe o que foi ilegal ou não nisto tudo.

O desfraldar da bandeira foi ilegal? Por ser a bandeira que é ou por ser dentro do plenário? Aplica-se a Lei civil ou um qualquer regulamento interno ou código de deputado (se isso existe)? A interrupção pela maioria é legal? Impedir um deputado de entrar no local para qual foi eleito por seguranças privados, é legal ou não? Quais as competências exactas do Presidente da República neste caso?

Filipe

sexta-feira, novembro 07, 2008

Equal Rights For All, Special Privileges For None*

A vitória de Obama nas eleições foi sem dúvida um grande truinfo para todos aqueles que durante décadas lutaram pela plenitude dos direitos civicos nos EUA. [Não deixa de ser curioso ser durante a Administração W. Bush que se elege o primeiro Presidente negro, a mesma administração que nomeou como Secretários de Estado os primeiros afro-americanos, sendo um deles a segunda mulher a ocupar o cargo. Poderá parecer um dado irrelevante, mas é também indicador de uma mudança cultural, de como os afro-americanos olham para si mesmos e como são olhados pelos outros. In America, a men can really be that ever he wants, even if he wants to be the President]

Contudo este grande passo na concretização dessa permissa inscrita na Declaration of Independence, de que "All men are are created equal" eclipsou o passo atrás que foram os referendos sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos vários estados onde a proposta que viria a concretizar a enunciação de Thomas Jefferson de "direitos iguais para todos, privilégios para ninguém", foi recusada mantendo o casamento civil como o privilégio de apenas alguns.
*Thomas Jefferson

[aL]

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2009, ano de eleições em Portugal

Para o ano há eleições legislativas. Definitivamente o meu desejo é tudo menos maioria absoluta do PS de Sócrates. A alternativa passa pelo PSD mas alguns sinais são preocupantes (já lá vamos). Quando Cavaco ganhou a presidência ouvi falar estupidamente em risco para a democracia. O risco neste momento para democracia vem de Sócrates. Falo do enfraquecer da democracia, do valor fudamental que é a liberdade de escolha seja em que quadrante for da sociedade. O PS no governo é neste momento uma força de uniformização que não me agrada. Tudo igual, tudo supostamente limpo, tecnológico, politicamente militar, populista e estatizante. Isso a mim não me interessa. Recuso.
A preocupação com silêncio de Ferreira Leite também não mexe muito comigo. Não quero políticos constantemente a falar, cosntantemente em campanha como a maior parte deles. Nesses aspecto gosto do silêncio do PSD neste momento. Mas é também certo que está a chegar o momento de apresentar concretamente o que se pretende. As mudanças que Portugal precisa são de fundo, não são de imediatismos bacocos como o Magalhães ou o aumento rídiculo do salário mínimo, por isso me afasto das novidades semanais que o Governo apresenta. Elas não são novidades, são propaganda, publicidade, que tão depressa causam impacto como se desvanecem na semana a seguir sem efeitos positivos para os cidadãos.

O meu desejo é transparência em todos os procesos governativos e políticos e isso só se consegue com reforma prioritária da Justiça. O resto das políticas , Educação, Economia, Finanças, etc, só evoluirão positivamente com a força da transparência e uma classe política nova (não renovada, não acredito em messias, acredito em gente que já lá anda há muito mas que é afastada do primeiro plano de decisões).

Seria lógico se eu disesse que Ferreira Leite vai ser a minha escolha mas não o posso afirmar já. Alguns sinais são maus, como por exemplo a candidatura de Santana Lopes a Lisboa. Um partido candidato ao governo não pode menosprezar as autárquicas e tem de ter um projecto claro para essas eleições também. Um projecto nacional e regional bem definido e que reme no mesmo sentido: uma profunda reforma do sistema político em Portugal que passa pela justiça e transparência de todos os processos decisivos do país, regiões e cidades.

Um grande obstáculo para que um debate sério político em Portugal aconteça vem da Comunicação Social. A qualidade dos média está muito em baixo, o profissionalismo caiu e de que maneira nos últimos anos. Escondidos quase todos numa suposta neutralidade, os órgãos da Comunicação Social seguem agendas políticas. Abertamente ou não encomendadas já nem é importante. O facto é que seguem. Seria muito melhor como acontece em muitos países da Europa e do Mundo que cada jornal, rádio ou telivisão esclarecesse as suas posições políticas, as suas preferências. Não me chocaria que um jornal viesse a público dizer que apoiava Sócrates ou outro qualquer para as eleições. Choca-me mais não o afirmarem e ver a diferença de tratamento que dão a uns e a outros.

Falta em Portugal um clima saudável para discutir-se política. Talvez esse seja o grande combate que o país deveria enfrentar.

Filipe

Mitologia moderna 2

Prometeu, antigo colaborador aqui do 19 meses depois, enviou-me um link com mais imagens de Obama.


Filipe

quarta-feira, novembro 05, 2008

Mitologia moderna

Um aspecto da política americana (não só, mas sobretudo) é o estilo e o poder de criar ícones. Obama é naturalmente pela aparência e pela postura um homem dado a essa representação. Kennedy, Clinton, Reagan também o eram. Outros como Bush (filho) e Nixon só o foram mais tarde devido ao que representaram como líderes, não o eram antes. Bush é hoje uma figura icónica unicamente devido ao balanço que se faz dos seus mandatos, tal como o foi Nixon. Mas os outros que mencionei não. Esses eram-no antes de serem presidente, as máquinas fotográficas gostavam deles antes de se sentarem na Casa Branca.

Políticas à parte, eu gosto destas coisas, destas imagens assim, míticas, cinematográficas, carregadas de simbolismo. No fundo, imagens artísticas.

Filipe

The President of the United States of America

Venceu Obama. É fácil gostar-se do homem. Tal como é fácil não se gostar de McCain. Mas a facilidade dessas duas coisas vem do facto de que na Europa não tivemos uma informação adequada sobre os dois candidatos. Obama esteve desde o início nas boas graças dos jornalistas, dos blogues e de todo o mainstream. Essas coisas a mim assustam-me. Assustam-me em relação à Europa, ao facilitismo, não em relação a Obama. Obama será melhor que o desastre que foi Bush, isso é evidente. Mas Obama é americano e os interesses que defenderá serão os do seu país (e ainda bem que assim é). O muito que se espera dele aqui para os nossos lados é baseado apenas em esperança e não em política.

Li o discurso de Obama e fiquei descansado. Os Estados Unidos continuarão a ser os Estados Unidos, para o nosso mal mas sobretudo para o nosso bem. 130 milhões foram às urnas, o que representa 85% da população que pode votar, só isto é uma lição.
Disse o Presidente eleito:

If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible, who still wonders if the dream of our founders is alive in our time, who still questions the power of our democracy, tonight is your answer.

It's the answer told by lines that stretched around schools and churches in numbers this nation has never seen, by people who waited three hours and four hours, many for the first time in their lives, because they believed that this time must be different, that their voices could be that difference.

It's the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Hispanic, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled. Americans who sent a message to the world that we have never been just a collection of individuals or a collection of red states and blue states.

We are, and always will be, the United States of America.
(...) Let's remember that it was a man from this state who first carried the banner of the Republican Party to the White House, a party founded on the values of self-reliance and individual liberty and national unity. Those are values that we all share.

To those -- to those who would tear the world down: We will defeat you. To those who seek peace and security: We support you. And to all those who have wondered if America's beacon still burns as bright: Tonight we proved once more that the true strength of our nation comes not from the might of our arms or the scale of our wealth, but from the enduring power of our ideals: democracy, liberty, opportunity and unyielding hope.

(...)This is our time, to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American dream and reaffirm that fundamental truth, that, out of many, we are one; that while we breathe, we hope. And where we are met with cynicism and doubts and those who tell us that we can't, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people: Yes, we can.

Thank you. God bless you. And may God bless the United States of America.

Filipe

Sign Sealed Delivered


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Almost 11pm ET



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Um post directamente da cozinha

I'm the mayor, I can do whatever I want until the courts tell me I can't.
Sarah Palin

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