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quinta-feira, março 27, 2008

O que tenho andado a fazer? II

Num mês em que só mesmo um Fritz Lang ou um Buster Keaton me fazem ver cinema, cedi e vi Juno.

Do que gostei(?), a música... a boa música entre um folk e até mesmo um country, com letras sobre verdadeiras estórias de vida, de amores. Parece que estes sons me perseguem:

"Son, this world is rough
And if a man's gonna make it, he's gotta be tough
And I knew I wouldn't be there to help ya along.
So I give ya that name and I said goodbye
I knew you'd have to get tough or die
And it's the name that helped to make you strong."

Quanto ao argumento, era de facto delicado e cheio de subtilezas. Ainda assim é a música que me ecoa na memória.

I had a dream that had to drive to Madison
To deliver a painting for some silly reason
I took a wrong turn and ended up in Michigan
Paul Baribeau took me to the giant tire swing
Gave me a push and he started singingI sang along while
I was swinging
The sound of our voices made us forget everything
That had ever hurt our feelings

[aL]

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Sócrates, Platão, Aristóteles e Scolari

Portugal perdeu com a Grécia. Perdeu bem. Perde-se bem quando o adversário é melhor, foi o caso. Scolari, já o disse, é um treinador normal. A grande qualidade que tem é conseguir motivar equipas em fases finais, o que não é pouco admito, mas não chega, sobretudo quando Portugal já não pode ser surpresa mas sim uma certeza. Os adversários vão estar a contar connosco, tal como a Grécia ontem, e não vão facilitar. Scolari ontem levou uma lição de futebol e não teve argumentos. Primeiro porque escolheu mal a equipa e segundo porque os gregos preparam-se para recriar o estilo de jogo que os tornou vencedores no Euro 2004, com um futebol muitíssimo organizado, uma inteligência que nunca Portugal terá. Para além disso os gregos têm aquela arrogância agressiva dos italianos e franceses que, como também já disse, nos atrapalha e nos faz perder a cabeça como adolescentes com cio. Somos incapazes de ficar por cima, de ter calma, de saber esperar, de perder tempo. Só o Porto de Mourinho conseguiu em Portugal praticar esse futebol. As equipas de Scolari nunca o conseguiram.
Mas bom, um meio-campo com Meira, Veloso e Carlos Martins nunca ganharia um jogo contra grandes equipas. Os jornais falam de Moutinho e Veloso mas minha nossa, pelas nossas alminhas, são jogadores tão frágeis que metem dó vê-los elevados a jogadores como Bassinas ou Karagounis na Grécia. Mil vezes o Raúl Meireles, mil vezes. E fala-se da ausência de Ronaldo como se fosse a razão da derrota. Com Ronaldo ontem teria sido igual. O Cristiano tem estado em grande no Manchester porque as bolas chegam lá à frente, aliás ele tem estado em grande por marcar golos já dentro da área (ou de livre), logo, a bola tem de lá chegar. Já o disse (repito a expressão novamente) Portugal só terá sucesso se um senhor chamado Deco estiver em grande e/ou por milagre o Maniche jogar metade do que jogou no Euro e no Mundial. Sem isso não passamos dos grupos.

Outra coisa, esta com muito nojo: encheram os comentadores e os jornais a boca com a ausência do Nani também. Perdoem-me, mas f*d*-s*, Nani? Muito bom sem dúvida mas rogo-vos, o rapazito foi titular um par de vezes na selecção e alterna banco com substituição no Manchester, não estraguem o que ele pode fazer de bom elevando-o ao patamar de indiscutível. Isto mexe-me com os nervos.

Quanto ao Quaresma, péssimo ontem (como em muitos jogos do Porto), mas poupem-no, não o ataquem tanto só porque ele é do melhor clube nacional. Se o cigano fosse do Benfica ou do Sporting era capa de jornais todos os dias e já tinha propostas (fictícias) de todos os grandes clubes do mundo.

Perdemos com a Grécia e aqui concordo com o Scolari, foi um resultado normal.

O Scolari é também ele normal. Estou farto de normalidade, desde que nasci (e anets atmbém) que a Selecção é normal. Quero um treinador anormal, quero o Paulo Bento, para mim o treinador mais correcto que vi até hoje. Não esquecer que o homem é teinador há um par de anos só e tem uma equipa de caquinha, pudera, quando Veloso e Moutinho são os motores da equipa. Quero o Cajuda e a sua fé na Nossa Senhora. Quero o Humberto Coelho que joga com dois trincos. Quero um jugoslavo qualquer para ganharmos aquela impiedosa vontade de vencer. Quero o Mourinho de há 4 anos. Quero, por favor, que o Scolari vá pentear macacos.

Viva Portugal.

lipemarujo

ps- também já o disse, ainda hoje me lembro de todos os jogadores gregos que jogaram a final contra Portugal em 2004.

O que tenho andado a fazer?

Um bonito par

quarta-feira, março 26, 2008

SMS [que faz bem ao ego]

Estou a ouvir Sam Cooke e a reler a tua carta!

[aL]

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Técnicos?

Os "pais" querem técnicos para resolver problemas de indisciplina nas escolas segundo o Público. Mas que técnicos? Psicólogos, polícias, seguranças de sicotecas, bombeiros, bailarinos, jogadores de futebol, estrelas de cinema, morangos com açúcar?

Mais funcionalismo público, mais gente nas escolas, mais funcionários que se arrastam sem verdadeiras responsabilidades pelos corredores. Mais e mais e mais... mas menos educação, menos simplicidade e normalidade.

lipemarujo

Counting Crows - Saturday Nights & Sunday Mornings

Counting Crows de regresso e em grande:


lipemarujo

Mais que mães

Mesmo sendo em inglês, Pedro Arroja aqui tem razão. Aquela monstruosidade de algumas pessoas dizerem a minha relação com a minha filha é mais que mãe ou sou o melhor amigo do meu filho é de um ridículo absoluto. Ridículo e mau.

lipemarujo

terça-feira, março 25, 2008

Nem de propósito

Daqui. lipemarujo

segunda-feira, março 24, 2008

E depois?

Lemos isto e depois?

Gostava de acreditar na ingenuidade de aplicar liberdade em todo lado. Porque não? Chegámos a um ponto em que a indeferença reina lado a lado com a hipocrisia. eu, tu, ele, nós, vós, eles, todos. Por diplomacia, por dinheiro, por preguiça, por desalento. Uma coisa simples como dizer-se o que se pensa é crime em certos lugares. E depois?
Aos poucos dizem alguns, aos poucos vamos tentar vencer, tentar semear a liberdade. Mas o que é isso de "aos poucos". Que contributo é o teu para esse "aos poucos"?

lipemarujo

A Postcard from Las Médulas

quinta-feira, março 20, 2008

Para o Lipe, com algum atraso [só hoje recebi o convite ;) ]

[aL]

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terça-feira, março 18, 2008

Ouvindo em loop


[aL]

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Terminada a peregrinação

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sexta-feira, março 14, 2008

regras das regras das proibições das proibições

Este Governo anda louco. Agora é isto. Proibir piercings na língua. A falta de coerência é tanta que esgota qualquer argumentação. Estamos a enveredar por caminhos muito perigosos, ai estamos, estamos.

lipemarujo

quinta-feira, março 13, 2008

Peregrinação

[aL]

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quarta-feira, março 12, 2008

Being John King

segunda-feira, março 10, 2008

novos pecados

O Vaticano publicou uma lista de pecados novos. Coisas a não fazer se tememos o Pugartório ou o Inferno.

lipemarujo

sábado, março 08, 2008

It is weekend and i have to go to work


[aL]

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quarta-feira, março 05, 2008

Cimbalino

Eu nem sou muito de tomar café, mas estando longe, às vezes, dá-me saudades de um bom cimbalino.

terça-feira, março 04, 2008

Portugal Contemporâneo

O blogue Portugal Contemporâneo, que há uns tempos se reforçou com Ricardo Arroja e Joaquim, é um blogue cujo conteúdo não consigo classificar.
Parece-me que todos eles são analistas. Mas analistas sem propriamente apresentarem uma conclusão. Não sei, parece-me que cada artigo é um exercício um pouco vazio de quem sabe a conclusão mas não a quer verbalizar, ou até defender. Ficam-se pela análise. Não é bom nem mau.
Por exemplo, este artigo de Joaquim, espelha um pouco isso. Apresenta um livro que analisa o pensamento filosófico de uma outra pessoa, pessoa essa que influenciou uma outra. É a análise de uma análise.
Todo o blogue é um pouco isso, análise de análise. E tudo num tom meio estranho em que vão-se dizendo coisas subtilmente.
Tipo a malta da Cientologia.

lipemarujo

DN

O Diário de Notícias tem hoje 5 artigos de opinião. Não li nenhum, apenas os títulos. Três dão que pensar:

HUGO CHÁVEZ GARCÍA MÁRQUEZ E A MINHA AVÓ

UM OBAMA À PORTUGUESA PARA A MESA CINCO

CLINTON, SIM, OU A FILHA?

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Poder e não poder

Concordo com Pedro Marques Lopes em geral naquilo que diz sobre um partido político ter de ter um objectivo de poder para fazer sentido. A entrevista de Louçã (que não li nem vi) pelos vistos mostrou um Bloco de Esquerda incomodado em tornar-se poder, preferindo ser oposição, contra-poder portanto.

Como disse concordo no geral com Pedro Marques Lopes mas há que salvaguardar algumas coisas. Um partido pequeno (ou mesmo um dos grandes) não deve procurar o poder apenas pelo poder. Estes truques de coligações após as eleições são muitas vezes tristes espectáculos políticos. Sobretudo a nível autárquico onde, em nome de se ser poder, fazem-se as alianças mais incríveis e hipócritas, levando a uma gestão desastrosa do mandato político.

O problema dos partidos hoje não é tanto representado pelo medo que o BE de Louçã tem pelo poder mas antes pela sede excessiva de poder de todos os outros (e parte do BE).

Não tenho nada contra coligações, mesmo pós-eleitorais, julgo é que os exemplos de sucesso são poucos e nada transparentes. E defendo também, que num processo claro e de responsabilidade um partido deve obvimamente aproveitar a oportunidade de ser poder. Mas não a qualquer custo.

lipemarujo

segunda-feira, março 03, 2008

Um post directamente da cozinha

Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.

Provérbios de Salomão - Antigo Testamento

[aL]

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sábado, março 01, 2008

is 3am and the phone is ringing



[aL]

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