terça-feira, julho 29, 2008
Pegou uma moda há uns tempos no discurso político, desportivo, relacional, comportamental e afins que passa pela credibilidade. Ninguém tem credibilidade para criticar outra pessoa. Ninguém pode atirar a primeira pedra porque já toda a gente pecou. E andamos nisto, numa espécie de jogo da batata quente em que a culpa nunca é nossa nem os nossos actos podem ser questionados. É crime apontar-se um defeito, é blasfémia interrogar, é proibido ser do contra. É a tal coisa do relativizar. A credibilidade é agora um valor relativo.
Filipe
terça-feira, julho 22, 2008
Um post directamente da cozinha
[aL]
Etiquetas: música, na cozinha, no feminino, there's something about America
segunda-feira, julho 21, 2008
sábado, julho 19, 2008
Old is hot! II
Na música de Neil Young, tal como na de Mr. Dylan pressente-se um passado de referências comuns, mas que a determinado ponto do caminho evoluíram para sítios diferentes. Há no som rasgado das guitarras ou na melodia da harmónica a evocação de algo primordial, o som que construiu um país e as suas identidades.
E novamente o meu coração é esmagado ao ouvir "Ive been a miner for a heart of gold.|
Its these expressions |I never give |That keep me searching for a heart of gold | And Im getting old." ['cause a man needs a maid!]
Simplesmente magnífico!
[aL]
Etiquetas: música, no feminino, there's something about America
Old is hot!
Vê-lo em concerto a uns metros de distância deixou-me mais apática do que estaria à espera, mas ao mesmo tempo siderada pela seriedade, pela indiferença, pelo simples prazer de tocar música. A frieza e distância com que Mr. Dylan actua é qualquer coisa de mágico, como nos old times. Mr. Dylan e a sua banda estão ali para tocar a sua música e fazem-no de modo sublime.
Tinha sido há umas semanas atrás, que enquanto via o The Wire (a série com a melhor banda sonora que ouvi nos últimos tempos!), em que do rádio do detective McNulty saíam os versos "make me a queen | happy again". Imediatamente reconheci a música, era a maravilhosa Irma Thomas. Procurei a música pelo meu arquivo e não a encontrei. Comecei a duvidar se seria mesmo a Soul Queen de New Orleans... Até que, enquanto preparava o almoço de Domingo, Mr. Dylan começa a falar de Irma Lee!! e na música que Otis Redding gravou "Pain in my heart", apresentando o original: "ruler of my heart" da Irma Thomas (uma das cantoras preferidas de Mr. Dylan e minha também). E nesse momento, em que os primeiros sons ecoam na cozinha reconheço ser de facto a música do detective McNulty e o coração dispara. São esses momentos, estas referências que me fazem venerar Mr. Dylan e ouvir com alguma indiferença hinos como "like a rolling stone" [principalmente o público canta like in the record.]
[aL]
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sexta-feira, julho 11, 2008
terça-feira, julho 08, 2008
Um post directamente da cozinha
Rufus Thomas, Jr. _ Bear Cat [1953 - Sun Records]
[aL]
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quinta-feira, julho 03, 2008
That’s what friends are for*
É um facto! Há uma quantidade infindável de e-mail's enviados por algumas pessoas (entre amigos mais ou menos próximos e demasiados conhecidos) com pedidos de amizade. Entre o Hi5 e o Facebook, ou outros que eu nem sei bem o que são, vou rejeitando todos.
Honestamente e relembrando o Pedro Lomba "alguém que junta 500 "amigos" não acredita na amizade. Encheu a agenda, mostrou a sua agilidade e ficou na mesma." Não quero com isso dizer que não tenha alguns amigos com quem comunico no mundo virtual, mas prefiro que isso seja feito de forma recatada e com a menor exposição pública possível. A amizade é algo infinitamente bom e raro, por essa razão comunico-me com os meus amigos escrevendo-lhes cartas, das manuscritas, devidamente seladas e colocadas no marco do correio. Esta é talvez uma perspectiva muito romantizada da amizade, mas agrada-me que com estes gestos os meus amigos recebam a minha maior dedicação, partilha e carinho.
"Na sua Ética a Nicomáco, Aristóteles distinguiu três tipos de amizade, conforme a ideia em que cada uma se fundasse. Existiria uma amizade baseada no prazer, outra na utilidade e outra na virtude, para Aristóteles a amizade mais genuína e duradoura, aquela em que os amigos se uniriam para atingir o bem e a sabedoria. A visão elevada que Aristóteles tinha da amizade não desapareceu. Mesmo se nos fomos tornando cínicos, temos esperança de que a amizade possa ser uma espécie de amor moral. Não um amor por dever ou respeito, como o que se tem pelos pais ou pelos filhos, mas um amor que se forma na simples admiração por outra pessoa. Um amor realista e altruísta. "
*mais uma referência musical, for those who know!
[aL]
Etiquetas: música, no feminino, quotidiano
Ingrid Betancourt
Já nos meus tempos do Penadentro escrevi sobre Ingrid Betancourt. Depois foi aqui no 19 meses depois. Já foi há tanto tempo que nem a fotografia aparece, nem os links funcionam como deve de ser, nem sequer um dos posts existe já. É a simbologia menor dos efeitos de um crime destes: partem-se seres humanos em cacos, por fora mas sobretudo por dentro.
Tempo de recolar o que resta. Libertada finalmente. Outros ainda lá estão.
Filipe