um blogue socialmente consciente emocionalmente irresponsável 19mesesdepois@gmail.com

sexta-feira, novembro 30, 2007

à la Tiago Mendes

Tenho reparado que muito boa gente anda a escrever nu e cu com acento. E olhem que estas duas palavras escrevem-se muitas vezes.

lipemarujo

holocaustos, fascismos e comunismos

Como se dizem barbaridades... por escrito:

Não queremos que os nossos netos nos condenem pelo holocausto dos fetos, a que estamos a assistir (e já lá vão mais de três mil, que Deus tenha em descanso) - como, hoje, muitos condenam os nossos pais e avós pelos males do fascismo e do comunismo. Todos nós precisamos que os médicos nos tratem da saúde, não que matem os nossos filhos.
lipemarujo

quinta-feira, novembro 29, 2007

Anticonstitucionalissimamente

Sobre o diploma que o Presidente enviou agora para o Tribunal Constitucional, ainda não li nada que me explicasse sem vocabulário jurídico opaco os porquês das dúvidas e da possível inconstitucionalidade da coisa.

lipemarujo

Men of the night

quarta-feira, novembro 28, 2007

Sustentabilidade/lucro

O Arrastão tem nova morada.
Novidade, novidade (para além de estar um pouco confuso o look) é a publicidade. Diz Daniel Oliveira que está na hora da blogosfera dar passos para a sustentabilidade. Mas sendo de borla trata-se mais de lucro do que sustentabilidade não?
Gostava de saber como funciona isso da publicidade e do dinheiro que pode dar a nível dos blogues. Vai directamente para uma conta, é sujeito a impostos, de que quantias estamos a falar, até que ponto é seguro?
Não que tenha algo contra ganhar-se dinheiro com um blogue (e que seja livre de impostos), estou apenas curioso.

lipemarujo

There always be a Cooper


28 de Novembro 6pm PT ou 29 de Novembro 1am GMT

[aL]

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blog joke

"Em nome dos interesses e das necessidades do momento, o projecto político saído do 25 de Abril morreu 19 meses depois."

Baptista Bastos no DN

lipemarujo

Palavras levam-nas as mortes

Annapolis, uma tentativa mais. Que esperar disto? O conflito do Médio Oriente, ouvimos dizer desde sempre, é o principal destabilizador do mundo Ocidental. Na nossa relativa solidez e segurança, é aquele conflito que cria as brechas e as nossas (mais uma vez) relativas dificuldades. Resolver o conflito, dizem alguns, é resolver dificuldades do Ocidente.
A declaração conjunta do encontro de Annapolis é uma repetição do que já ouvimos antes, não podia ser de outra forma, pois as palavras são as correctas. Mas as palavras levam-nas as mortes diárias do conflito, directas e indirectas. A minha esperança baseia-se na sorte. A sorte que permita um dia que de um lado e do outro apareçam ao mesmo tempo dois líderes, duas pessoas, com força interna suficiente para serem capazes de cedências. Não me parece que sejam estes de agora.

lipemarujo

segunda-feira, novembro 26, 2007

Best of...

César das Neves. Sem ironias, a melhor coisinha (do que li) que o senhor escreveu. Muito bom até meio do artigo, na análise digamos. Depois lá apresenta umas tendências de controlo que não são as minhas mas trata-se aí de opinião e não de disparate.

lipemarujo

sábado, novembro 24, 2007

Um post directamente da cozinha

Remember no one can make you feel inferior without your consent.
Eleanor Roosevelt

[aL]

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sexta-feira, novembro 23, 2007

Tibor Machan sobre Ron Paul

Let me say that I am far more accessible to critics of my views that Ron Paul. He hasn't ever responded to anything I have said about his blowback position, nada. I guess a politician is a politician first and foremost. I am constantly going to conferences where I expose myself to criticism and my books and papers are repeatedly criticized, too, in journals, blogs, etc. So my pros and cons are being well circulated. Sadly, it seems that these days anyone who says anything critical about Ron Paul is muzzled in libertarian circles. "Just the faithful, please," seems to be the mantra.

Enjoy,

Tibor

Na sequencia deste texto, parcialmente publicado neste post [por algum motivo não consigo linkar directamente este texto]

[aL]

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Happy Thanksgiving

I never really though about The Thanksgiving, it wasn't my cultural tradition to celebrate that holiday. But since I had my 1st Thanksgiving, I can't forget how important it is to say thanks to all that help you up during your live. Special the unconditional love of your friends and the comprehension of your family. Without them I wouldn't be myself. To said thanks to persons that they not even understand how they were/are important in my life, people that I may not see them again. Say thanks the iranian guy, that I met and that shared with me some pictures from his young man's life in Tehran. Say thanks to those who stand by me [and put theirs strong hands on my shoulder] and help me being a better person [doing that is right], even if that meant to hurt me [if it is with love I won't feel it as bad]. Say thank to all for the love and kindness with which they blessed me. And because is still yesterday in America: Happy Thanksgiving!

[aL]

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quinta-feira, novembro 22, 2007

Imperdível

Climax, A Causa foi modificada.

lipemarujo

Porque um Bom dia é quando uma mulher quiser!

Quinta-feira com...

Já que estamos numa de corrida eleitoral americana, ou dito de outra forma, americanices, passo esta quinta-feira com...

(clicar na foto para aumentar)
(é opcional mas aconselhado)
lipemarujo

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terça-feira, novembro 20, 2007

The MTV candidate


Meninos ronistas, tenho de admitir isto: este é um anúncio do caralho*!!!

*hã?! já viste chef helder, em tua homenagem!

[aL]

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Maria Leal da Costa e Duarte Vitória - 2

Quinta-feira, em Bruxelas, 18h30.

lipemarujo

segunda-feira, novembro 19, 2007

Maria Leal da Costa e Duarte Vitória

Na próxima quinta-feira em Bruxelas a Orfeu organiza com a Comissão Europeia, no quadro da Presidência Portuguesa da UE, uma exposição de dois artistas portugueses: a escultora Maria Leal da Costa e o pintor Duarte Vitória. Ambos no passado foram convidados da Orfeu e expuseram na livraria. Desta vez a Comissão oferece o espaço.

(continuar a ler "Maria Leal da Costa e Duarte Vitória")
A Maria Leal da Costa vai trazer a Bruxelas peças trabalhadas sobretudo em ferro e mármore. O metal quase sempre gasto e enferrujado abraça-se aos diferentes tipos de mármores que escolhe, criando peças de uma grande leveza e de muita elegância. Mas o trabalho da escultora é mais vasto e pode ser apreciado no seu site que aconselho muito vivamente. E, já que aqui estamos, há que dizer que a Maria vive em Marvão no Alto Alentejo (um Alentejo verde e surpreendente) e que com o marido, mantém um negócio de turismo rural que é uma pérola digna de muitos e muitos elogios. A Quinta do Barrieiro é um pequeno paraíso que vale a pena visitar.


O Duarte Vitória é um jovem pintor com um talento enorme (não tem um site pessoal mas estes dois contêm trabalhos dele). Os retratos que pinta são poderosos. A precisão no desenho é de uma intensidade que não deixa ninguém indiferente. As telas são grandes e exercem sobre o observador um fascínio muito peculiar, é-nos quase impossível parar de olhar. As expressões que capta parecem ganhar cada vez mais força à medida que as olhamos.

lipemarujo

sexta-feira, novembro 16, 2007

Redondo

A minha querida aL sugeriu e eu acedi. Li e na íntegra ainda por cima. O Miguel comentou. E acho que o fez de uma forma muito interessante.

A minha crítica à dicotomia esquerda/direita, sobretudo em Portugal, não acontece por eu ser fascista, comunista, ditador populista ou misantropo, nem por ser envergonhado (isto é, segundo o artigo, ser de direita mas ter vergonha), nem por ser do centro (curiosa esta, porque só se é do centro ao aderir à dicotomia esquerda/direita, toda a dicotomia acarreta uma terceira via que é o meio termo, o tal centro neste caso), nem sou a favor de um modo retórico (no fundo, como disse e bem o Miguel, é o tal centro). Isto para pegar nos quatro modos que o JCR apresenta como possíveis para alguém se situar para além da esquerda e da direita. A mim parece-me que todos eles se inserem perfeitamente na dicotomia.

Mas o artigo é redondo com um quê de sofista. Eu percebo onde JCR quer chegar, visando sobretudo o PS e o PSD que diz, e com razão, serem muito parecidos. Ele pretende uma fractura, eu também. Mas ele diz que isso tem de acontecer segundo a lógica ideológica de esquerda e direita, e não consegue ver que essa lógica foi precisamente a razão do impasse em que nos encontramos. Não percebeu que a dicotomia não permite essa fractura porque segue, precisamente, como o Miguel diz, uma lógica quase clubística. Para mim, esse não me parece ser o caminho.

lipemarujo

ps- Miguel, à pergunta "és do Benfica ou do Sporting", respondo "sou, obviamente, do FC Porto".

Don’t tell me the obvious

I know I'm cleary white. I know you can see my veins through my skin, like a road map. But you should know: I have coal in the heart's place, don't let my pink socks trinking you.

[aL]

quinta-feira, novembro 15, 2007

Citações CXLXII

Esquerda e direita sinalizam a existência de um espaço político plural, protegido pelos direitos e garantias de uma sociedade livre. Onde há pluralismo político existe sempre uma esquerda e uma direita, embora o significado substantivo de uma e da outra variem. Recusar situar-se no eixo democrático esquerda-direita equivale muitas vezes à recusa do irredutível pluralismo de uma sociedade livre e ao correspondente sonho (ou pesadelo) de regresso à sociedade fechada, homogénea, estável e tribal.

João Cardoso Rosas, in DE 2007/11/15

[um artigo a ser lido na integra, particularmente pelo meu querido lipemarujo]

[aL]

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A ler

No Blasfémias um artigo de LR que eu gostava de ter escrito.

lipemarujo

quarta-feira, novembro 14, 2007

There’s something about the ads

Numa campanha eleitoral como a americana, os anúncios são uma plataforma fundamental de comunicação. Nos habituais 30 segundos disponíveis, o candidato tem tempo para pouco mais do que umas frases-chave, escritas por engenhosos publicitários. É no que não é dito, naquilo que é mostrado e na imagem do próprio candidato, que muitas vezes residem as chaves mais importantes para convencer o eleitorado.

Rudy Giulliani apresentou recentemente o primeiro anúncio da sua campanha. Sendo a última a entrar na corrida dos tv ads, a equipa de Rudy teve tempo suficiente de preparação e análise das campanhas rivais, para executar um bom anúncio. Creio que o consegiu.

A fotografia é muito boa, recorrendo com eficácia ao artifício do uso de uma fotografia em sépia (mais cinzenta) para a era pré-Rudy e uma outra mais colorida e garrida (mais feliz) para a era Rudy. O candidato é apresentado num dispositivo de entevista, nunca sendo confrontado directamente com a câmara, olhos nos olhos com o eleitorado. O espaço joga muito bem com a iluminação, uma boa forma de atenuar a pouca telegenia de Giulliani. Rudy, apresenta o seu curriculo: a cidade de Nova Iorque, e é tudo. É no seu tom pausado e muito pouco entusiasta que Giulliani pretende demonstrar ser a melhor escolha.

Valerá a pena visionar alguns dos anúncios de Mitt Romney, que já aqui analisei, e verificar a diferença de registo do próprio candidato. Em todos os seus anúncios Romney é retratado como um homem capaz de mudar Washington, com a força e o vigor para ser bem sucedido. É no entanto de realçar que a equipa publicitária de Romney tem a felicidade de trabalhar com um candidato muito telegénico. Mitt Romney é, de facto um homem muito bonito.

post publicado simultaneamente aqui.


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A tirada vista por mim

Zapatero falava. Chavez interrompeu-o e chamou fascista a Aznar. Zapatero quis brilhar com aquilo do "estou no oposto político de Aznar mas..." mas só se engasgou em vez de cortar o mal pela raíz e deixar bem clara uma posição face ao insulto. Chavez continuou a chamar fascista a Aznar. O Rei mandou-o calar. Fez bem. Zapatero continuou meio gago, Chavez continuou a falar e o Rei, seguramente a ferver mas também por se ver sozinho, saiu da sala. Fez bem. Não é em sítios daqueles que se deve ir à guerra.
Aliás, estas cimeiras, para ganharem credibilidade deveriam passar a ser só para ministros da Economia, do Turismo, Comércio e afins. Ou então que declaradamente a cimeira se apresente como palco de discução política pública, com moderadores e tempo de intervenção.

lipemarujo

terça-feira, novembro 13, 2007

Por qué no te callas?

O Le Soir publica hoje um artigo sobre o sucesso que a tirada do Rei de Espanha está a ter na internet, nos telemóveis, no mercado, enfim, em todo o lado. E já existe bolgue claro, donde tirei esta pérola.


lipemarujo

It is well spent money?


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Edwards Cares


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sábado, novembro 10, 2007

Alerta Médico!

Portugal foi invadido por um enorme surto de Ronite Aguda. Uma doença extremamente grave para os indivíduos infectados. São vários os individuos que sofrem da doença. Felizmente a situação está controlada, eles não são cidadãos americanos, não têm direito de voto. São mero prurido cutâneo, com uma pomadinha aquilo passa!

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Porque os impossíveis acontecem

sexta-feira, novembro 09, 2007

Isto vai ser bom para ti

Tinha nove anos e estava a ver televisão com o meu pai. Lembro-me de lhe perguntar o que se passava, o que era aquela confusão toda à volta de um muro todo pintado.
Ele respondeu: - Isto vai ser bom para ti.
Nunca mais esqueci.


lipemarujo

Porque um Bom dia é quando uma mulher quiser!

Um grande actor, num grande filme. De Capra, ou não fosse um conto no Natal
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quinta-feira, novembro 08, 2007

Quinta-feira com...


(numa comédia romântica em que a achei deliciosa)
lipemarujo

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Wish Fulfilments

Um artigo insano, um post normal e uma caixa de comentários de loucos

A coisa começa com o inimitável JCN no JN, passa pelo Tiago Mendes no blogue Atlântico e pelos comentários ao post do mesmo. Para ler, tudo, tudinho indo por aqui.

lipemarujo

A ler

Francisco José Viegas no Jn. (bolds meus)

O ensino - nomeadamente a ideologia que está por detrás de todas as decisões do ministério em matéria pedagógica e científica - está entregue a esse monstro corporativo que supõe ter toda a verdade do seu lado. O estatuto do aluno e o seu regime de faltas é apenas mais um episódio lamentável a acrescentar a tantos outros. É, geralmente, gente que não conhece a escola real, que não tem contacto com o dia-a-dia das escolas, que imagina os professores como meros instrumentos ao seu dispor para as experiências mais descabidas. As vítimas dessas experiências descabidas são os nossos filhos - e é o seu futuro. Por isso, o sinal dado pelo Ministério é definitivamente mau e constitui um erro grave, desculpabilizando os alunos faltosos, penalizando os alunos cumpridores e sobrecarregando os professores e as escolas com outra categoria de "desprotegidos" os que, deliberadamente, faltam às aulas. Tudo para adulterar e manipular as estatísticas, o que é grave demais.

lipemarujo

domingo, novembro 04, 2007

Obama strikes back


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5ª linha da 161ª página

O menino RAF lixou-me bem! Eu, que ainda tenho a sala por arrumar, cheia de livros, caixotes com livros, sacos plásticos com livros, parte de uma biblioteca de que fiquei como fiel depositária, fui encadeada para agarrar num livro e procurar a 5ª linha da 161ª página. Confesso que acedo a este encadeamento na expectativa de brevemente me cruzar com o RAF pela cozinha.

Se à minha esquerda está o Martha Stewart Weddings, [não, não estou a planear nenhum casamento, mas a revista tem óptimas soluções de composição mesas para festas e extraordinárias receitas para cocktails] de onde saiu a moça que ilustra este post (pág.161). À minha direita, consigo deitar a mão a "Esquerdas e Esquerdismo Da Primeira Internacional a Porto Alegre" [que já tinha separado para uma próxima leitura]. De onde retiro:

"Jean Pierre Chevenement, naquela época membro da ala esquerda do Partido Socialista Francês, explicava as más relações entre o Partido Comunista e o seu partido pelo simples facto de que os socialistas franceses propunham há várias décadas o que agora o PC queria apresentar como novo: a transição democrática para o socialismo."

Curiosamente, tinha também à distância de um olhar a autobiografia do King Vidor "A tree is a tree" que nem de propósito têm na sua 161ªpág. imagens do "The Fountainhead", a adaptação de um romance que creio ser do agrado do RAF e Insurgentes.

Agora encadeio o Manuel Pinheiro, o Tiago Mendes [vá lá Tiago, aceita o desafio!], o menino Bruno, o chef Rui Carmo e o André, o Alves

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sábado, novembro 03, 2007

Sobre a amizade

A visão elevada que Aristóteles tinha da amizade não desapareceu. Mesmo se nos fomos tornando cínicos, temos esperança de que a amizade possa ser uma espécie de amor moral. Não um amor por dever ou respeito, como o que se tem pelos pais ou pelos filhos, mas um amor que se forma na simples admiração por outra pessoa. Um amor realista e altruísta. Um amor que não depende de nenhuma idealização, de nenhum desejo. Um amor que nasce de uma espécie de consciência. É a nossa maior e mais promissora ambição para a amizade.

Na semana em que esta crónica do Pedro Lomba foi publicada, um grande amigo meu estava prestes a iniciar uma viagem inter-continental, para a terra do"Life, Liberty and the Pursuit of Happiness!". Ao ler este parágrafo em particular, não pude deixar de reconhecer nele esta amizade, este amor moral, que nasceu rapidamente pelo contacto quotidiano. Devido a esta grande viagem em o meu amigo embarca, em busca da sua felicidade, fiquei como fiel depositária de parte da sua biblioteca e herdei os livros de Economia e História - outra amiga herdou a música - um dos seus romances favoritos, um livro de poemas.

Durante a minha fuga para fora do mundo, pude ler um livro recomendado, porque as personagens "são como nós", uma enorme empatia imediata, uma sede por saber um pouco de tudo, partilhar leituras e ir abandonando projectos...

Durante esta semana vejo-me confrontada com um pedido desesperdo, o avião partia dentro de 12horas e ainda havia coisas sem destino. Acedo ao pedido e na minha sala amontoam-se mais livros, caixotes de cd's, dvd's, vhs, os materiais imprescindíveis de trabalho mas que já não cabem na mala. Embaraçado pede-me desculpa, mas precisa de deixar comigo os sapatos. Pode um amigo recusar este pedido? O facto é que sala está em tamanha desorganização que já me valeu uma discussão doméstica - com alguma razão, pois eu em vez de estar aqui a escrever, deveria estar a arrumar os livros e caixotes, de forma a que não perturbem os espaços comuns.

No momento em que conheço cada vez mais pessoas com conta no hi5 [eu desactivei a minha após uma enorme discussão sobre direitos de imagem. O que me valeu o letal comentário "tu és mesmo chata, nerd!"] decidimos usar o chat para conversas fúteis ou comentários momentâneos, não usaríamos o e-mail, socorrer-nos-íamos da comunicação epistolar, numa tradição muito 19th century. [I'm still waiting for that invitation!!]. E sabe muito bem, pegar em papel de carta e caneta e escrever "Meu prezado amigo...", como antigamente, porque a amizade só pode ser para levar a sério, senão não vale a pena.

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Um post directamente da cozinha

Marnie Edgar: You don't love me. I'm just something you've caught! You think I'm some sort of animal you've trapped!

Mark Rutland: That's right - you are. And I've caught something really wild this time, haven't I? I've tracked you and caught you and by God I'm going to keep you.

Dialogue from Marnie

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Obrigada!



Pelas mensagens, pelos telefonemas, pelo Mark e as trufas, pelos comentários, pela fatia de bolo de chocolate, pelas prendas (especiamente, sim eu vou ver!!), enfim... obrigada pela amizade [and, yes! I'm getting old!]

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sexta-feira, novembro 02, 2007

Porque um Bom dia é quando uma mulher quiser!

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A "simplificação"

Volfrâmio é um romance de Aquilino Ribeiro. Comecei a lê-lo há uns dias. Grande parte dos livros que leio, leio-os ou na cama antes de dormir ou nos transportes públicos. Mas ler Aquilino exige ter um dicionário à mão constantemente. Não que a prosa do autor não nos permita descortinar o sentido da sua riqueza lexical mas o prazer do dicionário é algo que tento a todo o custo recuperar. Muitas das palavras usadas por Aquilino perderam-se no uso, emprobecendo-nos, e tende-se a disfarçar isso com a desculpa gasta de catalogar de regionalismos as palavras que desconhecemos. Basta fazer a experiência de pegar num dicionário de língua portuguesa e consultá-lo, as palavras usadas pelo escritor estão lá na sua grande maioria. As palavras que perdemos, que esquecemos, são uma perda de memória e uma perda de inteligência. Orwell no romance 1984 ilustra bem essa perda com a tentativa de simplificação (atrofio e castração) da língua por parte do “regime” como forma de controlo sobre as pessoas, como a derradeira censura, a derradeira anestesia para a apatia das gentes. O nosso mundo caminha para isso mesmo, basta ler os jornais e folhear os temas políticos para se perceber. O primeiro sinal dessa simplificação é apresentar tudo como dicotómico, ou se está de acordo com tudo ou estamos contra tudo, ou se é de esquerda ou de direita, ou sim ou não, como se para um problema só existisse uma solução ou como se a reflexão se baseasse apenas entre verdades e falsidades absolutas. E mais, o mal pior é que esse tipo de “apresentação” do mundo não reflecte sequer uma forte e clara posição de um “sim” ou de um “não” baseada em convicções ou certezas, essa dicotomia é sobre nada, é vazia e limitativa, gerando ainda mais apatia e marasmo.

lipemarujo

quinta-feira, novembro 01, 2007

Quinta-feira com...



lipemarujo

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