um blogue socialmente consciente
emocionalmente irresponsável
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quinta-feira, março 29, 2007
Assistencialismo entorpecedor
[J.Stuart] Mill feared that if welfare was too easily doled out, generations of poor people would be born into families weaned of a work ethic. Even more pernicious, he thought that higher welfare payments would only promote higher birthrates. Thus, Mill rejected socialist and romantic proposals for raising relief benefits or wages. Such normative efforts ignored positive information about human tendencies.
Os sofismas de Pedro Arroja em alguns dos seus últimos posts foram felizmente desmontados por alguns dos seus companheiros blasfemos, é que as minhas leituras de Arroja deixaram-me muito confuso. A prosa é tão clara que tendemos a aceitar como certo o que lá se diz mas não é o caso.
ps- propositadamente não nomeio os posts em questão.
Esse grande homem que foi Lenine! [in a msn conversation]
«All our lives we fought against exalting the individual, against the elevation of the single person, and long ago we were over and done with the business of a hero, and here it comes up again: the glorification of one personality. This is not good at all. I am just like everybody else.» A Lenine quote
entretanto no msn
aL diz: quantos self made man teve a URSS??? A.I. diz: lá vem esta com a URSA! aL diz: vá, quantos smm permitiu o regime? A.I. diz: quantos sms? n sei, mas sei que portugal é o pais que mais os envia
Têm se passado muitas coisas e não tenho tido tempo de escrever sobre elas. Mas passando rápido sobre alguns temas vou deixar aqui algumas das minhas opiniões: ###
A questão em torno do grau universitário do Primeiro-Ministro toca em várias coisas ao mesmo tempo e nenhuma delas é louvável. Todas nascem dessa mania que temos em venerar os títulos de Doutor, Engenheiro, Professor e afins. O ridículo atinge proporções tais que o tratamento entre as pessoas torna-se insólito e absurdo resvalando para o pior do que pode ter o formalismo.
Se Sócrates andou a fazer de conta que era engenheiro ( e andou mesmo), jogou esse jogo triste. Perde pontos na seriedade que quer transmitir.
O jornal Público que "investigou" o caso fez um mau trabalho. Primeiro publica uma justificação sobre os porquês da peça jornalística que chovem no molhado (todas as notícias deveriam ser justificadas no que muito ali se diz) e aborda outras como "os boatos" que são um terreno perigoso para um jornal dar azo. Pior, a peça em si tem uma falha enorme do ponto de vista jornalístico: a falta de uma conclusão ou até opinião. Apresentando tanta "prova", com carimbos e sem carimbos e fotocópias e assinaturas esperava-se que no fim o balanço fosse claro: houve ou não manipulação nas notas de Sócrates, usou ou não do titulo engenheiro, etc, etc. Mas não, deixa-se em aberto para o "leitor" formar a sua opinião. Neste caso pelo que se mostra é opinar no abstracto.
Toni's [oprano Blog]
A iniciativa fez-me lembrar Santana Lopes quando era Primeiro-Ministro, aparecendo constantemente na televisão a responder a perguntas, nas rádios, nos jornais, desgastando-se, exibindo-se (Sócrates faz outra coisa, exibe-se mas não se desgasta pois evita as perguntas). Claro que um Ministro pode ter "opinião" como diz António Costa no seu blogue, mas para que raio quererei eu um Ministro que ande a responder aos jornais e aos blogues? Abrir um blogue só para fazer de conta e responder a alguns mais valia estar quieto. Abrir um blogue e pôr o Ministro todos os dias a ler a imprensa para depois lhe responder só dá para rir. O ministro responde perante o Primeiro Ministro, perante a Assembleia e perante o Presidente da República. Em casos muito importantes, aí sim, fala e responde aos jornalistas e à opinião pública. Fora disso tem é de trabalhar.
CDS
Nada a dizer, a vida partidária nunca me interessou, os congressos de todos os partidos remetem-me para Orwell (manipulação, lavagem cerebral) e para Cardinali (o do circo).
Portugal-Bélgica
As declarações do guarda-redes belga só vêm demonstrar uma tendência aqui dos meus hóspedes: a Bélgica sempre idolatrou os italianos e os espanhóis, sempre teve pelos países pequenos um desprezo disfarçado. Claro que a Bélgica é um país pequeno também mas não esquecer que é dos pequenos mais poderosos e como tal julga-se grande face aos pequenos.
Uma coisa que não entendo é que sendo verdade o que os jornais dizem sobre a chegada dos belgas ao aeroporto, a polícia que estava presente não prenda imediatamente os autores das agressões. Já não é a primeira vez que as televisões e restantes media testemunham agressões com polícia por perto que não intervém. Para mim é incompreensível.
Allgarve
Como é que é possível uma coisa destas? E qual a minha surpresa, já anda publicidade cá fora com esta monstruosidade!
lipemarujo
não é o título de mais um tema, é apenas a assinatura
Têm se passado muitas coisas e não tenho tido tempo de escrever sobre elas. Mas passando rápido sobre alguns temas vou deixar aqui algumas das minhas opiniões: (continuar a ler "Actualidades")
A questão em torno do grau universitário do Primeiro-Ministro toca em várias coisas ao mesmo tempo e nenhuma delas é louvável. Todas nascem dessa mania que temos em venerar os títulos de Doutor, Engenheiro, Professor e afins. O ridículo atinge proporções tais que o tratamento entre as pessoas torna-se insólito e absurdo resvalando para o pior do que pode ter o formalismo.
Se Sócrates andou a fazer de conta que era engenheiro ( e andou mesmo), jogou esse jogo triste. Perde pontos na seriedade que quer transmitir.
O jornal Público que "investigou" o caso fez um mau trabalho. Primeiro publica uma justificação sobre os porquês da peça jornalística que chovem no molhado (todas as notícias deveriam ser justificadas no que muito ali se diz) e aborda outras como "os boatos" que são um terreno perigoso para um jornal dar azo. Pior, a peça em si tem uma falha enorme do ponto de vista jornalístico: a falta de uma conclusão ou até opinião. Apresentando tanta "prova", com carimbos e sem carimbos e fotocópias e assinaturas esperava-se que no fim o balanço fosse claro: houve ou não manipulação nas notas de Sócrates, usou ou não do titulo engenheiro, etc, etc. Mas não, deixa-se em aberto para o "leitor" formar a sua opinião. Neste caso pelo que se mostra é opinar no abstracto.
Toni's [oprano Blog]
A iniciativa fez-me lembrar Santana Lopes quando era Primeiro-Ministro, aparecendo constantemente na televisão a responder a perguntas, nas rádios, nos jornais, desgastando-se, exibindo-se (Sócrates faz outra coisa, exibe-se mas não se desgasta pois evita as perguntas). Claro que um Ministro pode ter "opinião" como diz António Costa no seu blogue, mas para que raio quererei eu um Ministro que ande a responder aos jornais e aos blogues? Abrir um blogue só para fazer de conta e responder a alguns mais valia estar quieto. Abrir um blogue e pôr o Ministro todos os dias a ler a imprensa para depois lhe responder só dá para rir. O ministro responde perante o Primeiro Ministro, perante a Assembleia e perante o Presidente da República. Em casos muito importantes, aí sim, fala e responde aos jornalistas e à opinião pública. Fora disso tem é de trabalhar.
CDS
Nada a dizer, a vida partidária nunca me interessou, os congressos de todos os partidos remetem-me para Orwell (manipulação, lavagem cerebral) e para Cardinali (o do circo).
Portugal-Bélgica
As declarações do guarda-redes belga só vêm demonstrar uma tendência aqui dos meus hóspedes: a Bélgica sempre idolatrou os italianos e os espanhóis, sempre teve pelos países pequenos um desprezo disfarçado. Claro que a Bélgica é um país pequeno também mas não esquecer que é dos pequenos mais poderosos e como tal julga-se grande face aos pequenos.
Uma coisa que não entendo é que sendo verdade o que os jornais dizem sobre a chegada dos belgas ao aeroporto, a polícia que estava presente não prenda imediatamente os autores das agressões. Já não é a primeira vez que as televisões e restantes media testemunham agressões com polícia por perto que não intervém. Para mim é incompreensível.
Allgarve
Como é que é possível uma coisa destas? E qual a minha surpresa, já anda publicidade cá fora com esta monstruosidade!
lipemarujo
não é o título de mais um tema, é apenas a assinatura
I assume that the basic structure is regulated by a just constitution that secures the liberties of equal citizenship [...]. Liberty of conscience and freedom of thought are taken for granted, and the fair value of political liberty is mintained. The political process is conducted, as far s circumstances permit, as a just procedure for choosing between governments and for enacting just legislation. I assume also that there is fair (as opposed to formal) equlity of opportunity. This means that in ddition to maintaining the usual kinds of socil overhead capital, the government tries to insure equal chances of education and culture for persons similary endowed and motivated either by subsidizing privste schools or by establishing a public school system.
O cinzento claro foi a cor que encontraram para tentar humanizar os locais de trabalho como escritórios, salas de reunião e até mesmo casas-de-banho. Não perceberam que o cinzento claro não humaniza mas antes robotiza, neutraliza. O mundo kafkiano é decandente, insólito, animalesco, claustrofóbico mas ainda assim humano, tristemente humano, horrorasamente humano. Até em Orwell ou em Huxley. Mas hoje, o cinzento claro é apenas deslavagem do que ainda restava de humano nesses cubículos de trabalho. O resto, a animalidade, o absurdo, a claustrofobia mantêm-se... apenas disfarçados num cinzento claro minimalista, silencioso e apático.
Her mind was the same perfect instrument, piercing to the very heart and marrow of the matter; alwaysseizing the essential idea or principle. The same exactnesand rapidity of operation, pervading as it did her sensitive as well as her mental faculties, would, with her gifts of feeling and imagination, have fitted her to be a consummate artist, as her fiery and tender soul and her vigorous eloquence would certainly have made her a great orator, and her profond knowledge of human nature and discernment and sagacity in pratical life, would, in times in which a carriere was open to women, have made her eminent among the rulers of mandkind. Her intellectual gifts did but minister to a moral character at once the noblest and the best balanced which I have ever met with in life.
J. S. Mill [about his wife], in J.S.Mill Autobiography
Por algum motivo o STAPE teve como nº de fax o actual nº aqui do office*.
Assim com muita regularidade, principalmente com a aproximação de ciclos eleitorais, recebo pedidos de informação dirigidos ao STAPE.
Esta vez foi a CNE enviar-me o Mapa Calendário referente à Eleição da Assembleia Legislativa da Região Autonoma da Madeira, de 6 de Maio de 2007 *afinal, há é muita gente que se engana constantemente no nº de fax do STAPE
Somos aquilo que escolhemos ser. Somos aquilo que os outros vêem em nós.
Quando um olhar nos cobre com um manto de desonestidade fica-se atónito, tentando compreender [porque quase acreditamos] em que momento procurámos esse aconchego.
A todos os que por telefone, mensagem, posts, postais, cartas, sorrisos, abraços me deram os parabéns ontem. Aos que não se lembraram não há que pedir desculpas, se há pessoa desleixada com o aniversário de amigos sou eu, em nada melindra a amizade. Para todos vós:
Mill countered that he would rather be a discontented Sorates than a well-fed pig. Mill enhances utilitarianism by invoking Platonic virtues of honor, dignity, and self-development. For this reason, Mill became an ardent advogate of education. To him, statecraft must be soulcraft. Todd G. Buchholz, in New ideas from dead economists
Linha de Terra: “A intersecção entre dois planos de referência, um plano vertical e um plano horizontal, na definição da posição de um corpo no espaço.”
Ontem, entusiasmada como eu às vezes sou, lá linkei o Tony's[oprano] Blog. À 1ª frase que li "Comecei o dia a ler um artigo do historiador Rui Tavares" a dona de casa instruída que há em mim ficou consquistada. Iria ter uma novela da vida real sem ter que me sujeitar à catalogação de suburbana que são as espectadoras das novelas da TVI.
Mas não é que há 2 dias que nem o Tony nem o Joey dão sinais de vida. Mas então como é? Big Brother is watching you or not?
A minha relação com Lobo Antunes resume-se a um livro e meio e umas 11 crónicas. Não é muito eu sei, mas há tanto que ler, tanto para ler, que não se pode ler tudo. Li "As Naus" há muitos anos e foi um livro importante porque foi o primeiro que li sobre uma certa África. Há dois anos comecei a ler "Boa tarde às coisas aqui em baixo" e ainda não terminei. Lobo Antunes optou por uma escrita muito cerrada onde a estrutura é um caos. É certo que esse caos tem chaves e pistas para uma leitura mas torna-a um exercício difícil e cansativo. Rasgos de génios em quase todas as páginas estão presentes. Mas se há livros que são para suar, esses livros são os últimos de Lobo Antunes. E claro, sempre África, um cheiro a África que vem dele, que está nele e que transmite uma solidão imensa mas também uma melancolia narcísica, como se autor/narrador e continente se olhassem ao espelho e gostassem incondicionalmente do que vissem apesar das feridas. Ler Lobo Antunes existe atenção e sobretudo estar em forma, por isso interrompi a leitura, em breve lá regressarei.
Sobre as crónicas fica adiado o post, é que há coisas a dizer.
Para quem joga futebol desde miúdo, se bem que em clubes pequenos e amadores, sabe que jogar assim aos 12 anos demonstra um talento incrível. E esquerdino ainda por cima o que nos faz lembrar um senhor sem igual até hoje.
Diz Jorge Coelho [curiosamente hoje nem está mal vestido nem nada], que em Portugal e na Europa pode-se construir um aeroporto sem qualquer dinheiro do Estado. Que o Estado português está na Ota para marcar uma posição.
Penso que essa posição deve ser "com o dinheiro dos outros é fácil"
"Mas qual de nós não teve já a impressão de que a blogosfera não é mais do que um enorme pátio do Liceu?", LAC no 31.
Nem mais, esta é talvez a melhor metáfora sobre a blogosfera que li (e quantas não há meu Deus!). O que me reconforta é que o que realmente de importante retemos do pátio das escolas por onde passámos (sim porque acaba-se sempre por se sair dos pátiose das escolas) são as coisas boas. As más sabemos agora não são assim tão importantes.
Sempre desejei ter vivido os anos 80. Não que tenha achado uma época particularmente interessante a nível político, histórico ou cultural. Na verdade, só o Michael Knight é que me era próximo. O que eu gostava mesmo era de ter tido uma grande aparelhagem estéreo, com duas colunas enormes, a debitar o melhor do break da zona. Um tijolo, no meu ideolecto.
E, não é que contra todas as hipóteses, parece que alguém lá em cima ouviu as minhas preces. Adaptando o meu sonho aos anos 00, não é que entro no metro e ouço grandes baterias a ecoar no metro. Sem querer sequer questionar a acústica que uma carruagem possa ter, aquilo foi êxtase instantâneo. Procuro logo quem seria aquele mensageiro descido à terra.
Camisola branca com as mangas enroladas para salientar as protuberâncias braçais, volta de ouro a berrar que se olhasse para a camisa aberta até meio do tronco, mão naquele instrumento da modernidade (vulgo telemóvel) a deitar kizomba ou kuduro (que me perdoem os especialistas a ignorância) para cima das pessoas. E não é que ele tem um casaco branco que transforma a camisola em rosa deslavado (estilo dezanovemesesdepois-após-uma passagem-pela lixívia), o que me permite concluir que não tenho a mínima sensibilidade cromática.
É este o homem dos anos 80 dos tempos modernos que gostava de ter sido.
Há coisas que me parecem lógicas: um Estado que combateu um Regime por acreditar em certos valores, não tem nada que financiar um museu em memória do rosto do Regime que fez cair. Estarei a ver mal a coisa?
Querem fazer um museu a Salazar? Por quem sois, força nisso, daí não virá mal ao mundo, mas não com dinheiro público por favor.
Mau jornalismo e cobardia numa mesma página do Sol (página 18) desta semana. Falo da entrevista de Margarida Marante a Proença de Carvalho.
À pergunta "se alguma vez tinha se sentido presionado pelo poder político quando era director da RTP", Proença responde primeiro que não, depois quando a jornalista insiste ele lá diz que "sim, uma vez", e que foi o Presidente da República da altura, Ramalho Eanes, que o pressionou... através do Primeiro-Ministro Francisco Balsemão. Seguiu-se uma perguntinha tosca "o que lhe disse o Primeio-Ministro", seguida da segunda vaga da resposta, "disse que estava a ser pressionado pelo Presidente da República", e assim ficou o assunto.
Conclusão: a jornalista faz a pergunta certa, a resposta é grave e ridícula ao mesmo tempo (Proença foi pressionado pelo PR através do PM?!?), a jornalista em vez de fazer as peguntas certas ("como soube que foi o PR que o pressionou"; "quem disse"; "então mas foi o PM que lhe disse? Acreditou?"; "acusa Eanes de pressão com que prova para além do disse-que-disse?", etc, etc) atirou uma pergunta tosca que permitiu a Proença repetir a cobardia e a palhaçada.
Faltou trabalho jornalístico a sério, mas não é novidade, aliás as entrevistas de Margarida Marante no Sol não são jornalismo, até agora têm sido propaganda ao entrevistado, tipo revista Caras.
Listen to Don Giovanni. Read The Faries Queene. Pursuit and seduction are the essence of sexuality. It's part of the sizzle. Girls hurl themselves at guitarist, right down to the lowest bar band here. The guys are strutting. If you live in rock and roll, as I do, you see the reality of sex, of male lust and women being aroused by male lust. It attracts women. It doesn't repel them. Women have the right to freely choose and to say yes or no.
Pedro Arroja prega neste post. Prega como pregam os socialistas, os comunistas, os monárquicos e todos os que normalmente se rotulam de qualquer coisa desse género, isto é, de algo dogmático. Interessa a Pedro Arroja dividir, tal como interessa aos outros rótulos. Interessa também ser utópico no sentido apenas de impossiblidade e não no sentido de tender para qualquer coisa de desejável. É portanto um utópico masoquista digamos. Colando a sua visão do liberalismo à moral cristã, Pedro Arroja pretende apenas manter a existência de rótulos e valorizar o seu num mercado limitado. Cada um é que sabe mas a mim não parece muito católico, soa-me mais a judaísmo e a "povos escolhidos".
Vou morrer no dia 25 de Dezembro de 2053, terei 73 anos. Isto segundo este site. Para as conversões de libras para quilos e de pés para metros têm aqui este site. O serviço do relógio da morte inclui ainda ver quantos segundos nos restam de vida.
Hoje capinhas e mais capinhas. A Bola, o Record e o Jogo (não há links, não merecem) brindam-nos com a história do Liedson e com o relatório do árbitro de um Leiria-Sporting. Esse é o destaque do dia. Já nem falo do Porto jogar hoje para a Liga dos Campeões, falo de que esta história do Liedson tem hoje mais destaque nos três jornais desportivos em conjunto do que a morte do Bento, a passagem do Braga na Taça UEFA ou a vitória da Naide Gomes com as cores nacionais.
Para logo espero que a trivela tenha mais sorte que há 15 dias:
Hoje foi no office. Tive de desmontar umas camas com um daqueles berbequins aparafusadores/desaparafusadores maravilha. Tudo corria bem, e como eu gosto de empunhar aquelas ferramentas, até que um amigo, sim género masculino vem ter comigo perceber se eu estava a tentar demolir todo o edifício.
Foi então que percebi que o exuberante ruído era apenas um grito desesperado, um pedido de ajuda.
The free market is not a pain-free market. The invisible hand does not protect us the way a mother protects her child. If people prefer more stability, perhaps they should opt for protection. But the benefits of economic growth and progress do not usually come to those who huddle in the coner while their government protects the harbors from Greeks bearing gifts and goods. Todd G. Buchholz, in New ideas from dead economists
Mais um bom artigo no blog do maradona. Como ele não mantém arquivos fica aqui a totalidade do post que se insere perfeitamente no espírito da rubrica Capinhas.
"Bento Forte
Penso que até os próprios reconhecem que são maus. O Jogo, o Record e a A Bola são jornais desportivos de qualidade miserável, e, embora não tão miseráveis jornais futebolísticos, mesmo assim, maus, talvez muito maus mesmo. Há, no interior de cada um deles, umas ilhas paradisíacas, que só servem, como é evidente, para realçar como são muito muito muito maus os jornais-futebolísicos-armados-em-periódicos-desportivos que temos. Noto que "temos", muito exacta e rigorosamente, aquilo que merecemos; muitíssima atençãozinha aqui. Somos nós que compramos diariamente as agências publicitárias que dão pelo nome de A Bola, Record e O Jogo. Como explicar as capas de Record e de o O Jogo de hoje? Porque é que o Manuel Bento não ocupa a totalidade daquelas primeiras páginas? O que fazem o Liedson e o Fernando Santos no centro das noticias do dia? Eu explico o que fazem: dão vazão à lama que é o debate público desportivo em Portugal, sempre mais atento ao dia-a-dia que nos entope as veias de miragens de acontecimentos que a encontrar um lugar na história e um sentido inteligente para o facto de, todos os dias, milhões de pessoas gastarem tanto tempo (seu e dos outros) a ver e ouvir miúdos de 20 anos a discorrer sobre uma bola. Viva o Manuel Bento, que até nas galinhas que dava era muito melhor que os outros."
Contribuição de Nuno Rogeiro ao fabuloso debate "esquerda/direita"
No primeiro parágrafo temos teoria da literatura, nos seguintes temos a lógica da batata e uma metáfora engraçada. Depois temos um ensaio filosófico sobre a contradição. Seguem-se duas perguntas pertinentes sobre políticos. Estragam-se essas perguntas no parágrafo a seguir. Depois temos esta pérola de prosa:
A afirmação entre parêntesis deveria bastar para abrir os olhos ao ridículo da coisa, dessa nomenclatura castrante do debate político. Mas o medo de se perder a bússola é tão grande que já nem interessa saber se ela de facto aponta mesmo um Norte, o que (lhes) interessa é que aponte o Norte que eles querem.