um blogue socialmente consciente emocionalmente irresponsável 19mesesdepois@gmail.com

segunda-feira, outubro 31, 2005

Capítulo 5

O óptimo é inimigo do bom

(…) a América está em vias de se render ao populismo mais primário, que valoriza a popularidade e a abertura como critérios essenciais de legitimidade. O ímpeto desta nova ideologia conduz à destruição das velhas instituições, à erosão da autoridade tradicional e ao triunfo dos grupos de interesses, tudo em nome do «povo». O resultado é um profundo desequilíbrio no sistema americano, mais democracia e menos liberdade.
(…)
As reformas concebidas para produzir a regra da maioria produziram a regra da minoria.
(…)
Quanto mais aberto é o sistema, mais permeável a ele se torna ao dinheiro, aos «lobbyistas» e aos fanáticos.
(…)
O povo americano acredita que não tem um controlo real sobre o governo. O que não acredita é que os políticos também o não têm.
(…)
Embora isso pareça hoje pouco credível, nos anos 60 era-se eleito prometendo-se às pessoas aumentar os impostos e aplicar as receitas em colossais projectos públicos.

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

sábado, outubro 29, 2005

O meu Panteão é melhor que os vossos!








Motivo: não consta que algum deles tenha sido subsidiado, ou mercenário a soldo de um qualquer Estado

Dicas para a prenda de anos V


Jude Law

sexta-feira, outubro 28, 2005

For those who don’t believe

Having shed a couple of stone recently, I have a new interest in clothes. And I find myself facing a surprising choice: I can revert to my slimmer but outmoded mid-1980s wardrobe, or I can replace it with the latest in high-street fashion at mid-1980s prices.

you can read it all here

A Entrevista

As entrevistas são sempre assim. Há inevitavelmente imprevistos desastrosos...

1. aponta-se mal o nome da rua e depois fica-se como uma barata tonta à procura de um local que não existe. Para resolver este problema lá somos obrigados a fazer o humilhante telefonema a quem nos espera e confessar que estamos completamente perdidos;

2. por mais defesas que se crie à nossa volta o entrevistador é de uma simpatia desconcertante que nos deixa desarmados. Como retaliação apresentamos o cv em formado de cd rom - que nestas coisas a cultura tecnologica é fundamental;

3. a entrevista parece estar a correr bem, até que chega o ponto fundamental e a discórdia instala-se. Sentimos que deveríamos estar melhor preparados, mas azar dos azares perdemos a cartilha durante as últimas mudanças, e o acordo parece impossível;

4. a entrevista chega finalmente ao fim, quando o entrevistador percebe que já perdeu demasiado tempo, e diz a fatídica frase "nós depois telefonamos!". Fica-se na esperança de que o mercado funcione e que sejamos um beneficiário directo da transacção comercial!

Dicas para a prenda de anos IV

Collin Ferrel

quinta-feira, outubro 27, 2005

Truques eleitorais

Fugindo um pouco aos aniversários e ao liberalismo que abundam neste blogue, apetece-me falar um pouco de política. Não de política pura, no seu estado metafísico, mas de campanhas. E de formas de ganhar eleições.

Em 85 Soares inaugurou um eficaz método de ganhar eleições perdidas: o "sopapo". Numa visita à Marinha Grande, e com apenas 8% dos votos, Soares foi agredido, e ganhou as eleições numa segunda volta a Freitas do Amaral e não a Salgado Zenha, como se esperava que Freitas do Amaral fosse vencer.

Durante duas décadas este método inovador e eficaz não foi usado com êxito, até que surge Rui Rio em pleno Bairro do Aldoar. Insultos, ameaças de violência fogem das bocas dos locais. Rio culpabiliza o PS por aquela campanha do insulto, que nunca me convenceu.

E qual não é a minha suspresa(mas já aguardava isto), quando Rui visita novamente Aldoar, agora já sem oposição a quem necessitasse de vencer, e é recebido com palmas. Terá sido isto um gesto de cumprimento do PS?

Citações L

Hoje, ao ouvir Pacheco Pereira e Lobo Xavier apresentarem abertamente, sem reservas e «cláusulas de salvaguarda» muitas das ideias centrais do liberalismo que aqui se defende, e não um liberalismo mitigado - vendo, também, o embaraço estampado no rosto de Jorge Coelho, argumentando timidamente e sem grande convicção com a «solidariedade» e com a «justiça social» - pensei para com os meus botões: como as coisas estão realmente a mudar!

Rodrigo Adão Fonseca, in Blasfémias 2005/10/26

Dicas para a prenda de anos III


Johnny Depp

quarta-feira, outubro 26, 2005

Coming out of the closet

Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, afirma a sua descrença no Estado Social, acredita na sua capacidade de fazer a melhor escolha, que sabe usar melhor o dinheiro, que desconfia do Estado, pois este actua de má fé

Um pouco de história

Durante o século XIX a gravata era usada como símbolo da identidade política do indivíduo.
E quem usava a gravata branca?

Citações XLIX

O ‘ranking’: virtudes e vícios

o’ ranking’ introduz na educação secundária a ideia de competitividade. Esta é urgente em todos os sectores da sociedade portuguesa. Só faremos as coisas melhor se aprendermos a competir com os melhores. O ensino não é excepção.

João Cardoso Rosas, in Diário Económico 2005/10/26

Scéne d'Amour

Dicas para a prenda de anos II

Edward Norton


terça-feira, outubro 25, 2005

Citações XLVIII

Many people believed that globalization meant that government would become less important. But as we see, today's world has actually made government more crucial. Only government can tackle a problem like this one [flu pandemic] , not by being big but by being smart and effective. And we need good governance not just at home but beyond. Without effective international coordination, we are doomed to failure. John Bolton once said that you could chop off 10 floors of the United Nations and we'd all be better off. Let's hope that the scientists fighting global diseases aren't on any of those floors.

Fareed Zakaria, in Newsweek 24/10/2005

Dicas para a prenda de anos I

Vicent Gallo

segunda-feira, outubro 24, 2005

Citações XLVII

Elogio das Diferenças

Em Portugal não há verdadeiras divergências nem um salutar debate de ideias, sobre tudo no mundo dos políticos, obrigados a agradar à “populaça”. Pior: tudo se passa mais ou menos no mesmo sítio, pois raros se atrevem a questionar o paternalismo do Estado ou enfrentar o politicamente correcto das novas modas culturais.

José Manuel Fernandes, in
Público 2005/10/24
Almocei uma sandes de frango enquanto via o Telejornal da TVI. Soube-me especialmente bem.

Citações XLVI

Ainda não se leu nos blogues, mas à medida que o mês de Outubro vai chegando ao fim, vai-se com certeza voltar a ler a cívica exigência de divulgação em linha dos estudos da OTA. Será que um ministério, ou melhor, dois, o das Obras Públicas e do da Economia, não são capazes de cumprir um prazo que eles próprios estabeleceram para, com os seus gigantescos recursos, publicarem um conjunto de estudos que já estão (já estão, não estão?) em formato electrónico?

JPP, in Abrupto 2005/10/24

Citações XLV

A bomba atómica do arrendamento

Por muito que nos esforcemos, não se descortinam razões para que a vontade do legislador em recuperar imóveis (por diploma legal) se sobreponha e esmague o que a todos é garantido o direito à propriedade privada e à sua transmissão em vida ou por morte, nos termos da Constituição (art. 62.º, n.º 1 da CRP). O artigo 47.º, escondido entre o NRAU e sob a ilustrativa epígrafe de Direito a Obras, pode, se ganhar forma de lei, vir a ser a bomba atómica do arrendamento. No estilhaço aos princípios jurídicos e ao mercado.

Luís Filipe Carvalho, in Diário de Notícias 2005/10/21

It's the final countdown week

domingo, outubro 23, 2005

De leitura recomendada

Nomeações na Cultura

Sempre defendi que um Estado liberal só deve apoiar financeiramente o património colectivo, deixando a criação ao mercado (embora possa comprar obras de arte para seu uso, como acontece em Inglaterra ou nos Estados Unidos), a não ser que essa criação seja em si própria património (a encomenda de uma ópera ou de uma estátua para comemorar uma data histórica, por exemplo). Ou seja, não viria mal ao mundo com o fim do Instituto das Artes, na forma actual ou na dos vários mini-leviatãs que o antecederam. Poupavam-se as guerras dos concursos, as polémicas "Brancas de Neve" e, segundo o OGE deste ano, 21 milhões de euros (uma das maiores dotações do Ministério) que podiam ir para o subfinanciado IPPAR ou para os nossos pobres museus.
Pedro Picoto n'A Mão Invísivel

sexta-feira, outubro 21, 2005

A neura do dia

Ouvir comentários como "Ai! Que andas a fazer, que estás tão magra?" quando o ponteiro da balança não sai do sítio

nota: experimentem ficar 2 semanas a processar constantemente pensamento, dormir 3 horas e meia por dia e depois olhem-se ao espelho!

Cultura Presidencial

Agora que Cavaco saiu do armário, é tempo de ajudar ao debate.

O 19 Meses Depois e o Melhor Anjo estão a preparar uma viagem aos discursos, tomadas de posição e opinões de dois dos principais candidatos a bibelot da Republica Portuguesa [Mário Soares e Cavaco Silva], em relação à cultura. Até ao fim do mês de Novembro vamos proceder à selecção bibliográfica. Desde já agradecemos quaisquer propostas de leitura


Durante a campanha, e para lá de uma atenção especial ao que disserem nesses dias, os dois blogues vão publicar em simultâneo, as observações sobre esses discursos antigos. Porque a cultura é fundamental para a imagem de um país [e porque os candidatos se sustentam numa defesa da imagem do país], os dois blogues querem ajudar a um voto mais consciente. Mesmo que saibam que não é só pela cultura que um candidato se faz.

Estamos disponíveis para outras colaborações. Os mails servem para isso mesmo.

aL [19 Meses Depois]
Tiago [O Melhor Anjo]

quinta-feira, outubro 20, 2005

Terapia do dia

Esplanada do Adamastor, olhar o rio, apanhar sol na tromba, fazer nada

Sobre Carlos César e o OE 2006

Parliament is not a Congress of Ambassadors from different and hostile interests; which interests each must maintain, as an Agent and Advocate, against other Agents and Advocates; but Parliament is a deliberative Assembly of one Nation, with one Interest, that of the whole; where, not local Purposes, not local Prejudices ought to guide, but the general Good, resulting from the general Reason of the whole. You chuse a Member indeed; but when you have chosen him, he is not Member of Bristol, but he is a Member of Parliament.

Edmund Burke (Speech to the Electors of Bristol) , in Works of Edmund Burke

"You are the pilot" - couldn't be more true

quarta-feira, outubro 19, 2005

terça-feira, outubro 18, 2005

Cometi um crime. Matei o after-taste. Tomei café e agora já não sinto o sabor do sushi.

Experiências novas

Almocei sushi. É a primeira vez que me aventura pela comida japonesa (a não ser que já tenha comido algum derivado de alguma iguaria japonesa, sem saber a sua origem). Cria-se uma sensação estranha. Um mar de sabores por desbravar toma conta do meu paladar. À textura suave e macia, contrasta o novo e recente. Disseram-me que durante a tarde irei apreciar melhor o seu sabor, como que um efeito de retardante que imobiliza as minhas sensações.

Não percam as cenas dos próximos capítulos.

P.S. - aumento de 0,2% para a educação. aguardo para saber em quanto se queda a inflação, para descurtinar quanto as escolas vão perder.

Uma questão que me atormenta

Como se sentirá uma bússola desmagnetizada?
Uma vontade de escrever, um frémito de partilhar opiniões, de simplesmete postar o mais rídiculo dos pensamentos possui-me.

Tenho de iniciar agora um projecto novo no trabalho. Esse castrador de mentes, mas pão na mesa. Preciso de voltar a libertar-me.

O Estado e a Cultura

Tomo II

Os direitos de um individuo não podem ser limitados pelo simples facto de ele ter uma opinião politica - ou uma consciência social, o que quer que lhe queiramos chamar - e isso é também válido para os artistas, que de algum modo têm uma relevância social por vezes superior [pelos menos alguns deles, (mas isso é uma outra discussão, sobre qual o papel do artista na sociedade contemporânea, que será abordada num próximo tomo), a literatura e a música são excelentes exemplos disso mesmo, de como os artistas podem ter uma voz activa na sociedade]

Agora esta questão [da opinião política de determinado artista] é mais delicada quando o critério político é o fiel da balança [em situações de atribuições de prémios, apoios, etc.]...

a ARTE só sobrevive se for bela, se isso não acontecer a arte (assim com minúcula) corre o risco de ser panfletária e ficar esquecida, mas as duas coisas podem coexistir (beleza e consciência social)... mas acima de tudo não podemos deixar que as nossas concepções ideológicas distorçam gravemente a forma como olhamos para um objecto artístico

O Estado e a Cultura

Tomo I

Ninguém se pode achar moralmente superior apenas porque leu mais livros, viu mais filmes, espectáculos de teatro, dança ou música, exposições... neste sentido, quase (se não mesmo) que poderemos considerar a Cultura (no seu sentido mais restrito: a cultura artística) como algo inútil.

É talvez por esta razão que há um vasto sector da cultura artística que resiste, escapa e provavelmente recusará sempre a condição de bem transaccionável segundo as leis de mercado.

Há práticas criativas e fruitivas que não devem estar necessariamente condicionadas pele exigência do mercado. Estas práticas constituem um direito fundamental de qualquer cidadão estando portanto autolegitimado. Este direito obriga o poder, num Estado democrático, a definir e a executar uma política para o satisfazer, à semelhança do que faz com os restantes direitos individuais.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Terapia do dia

Compras no Chiado

tenho esperança que o consumo privado apoiado no sobreendividamento das familias seja um forte estímulo para a prosperidade da economia portuguesa

Citações XLIV

A crise não é dura. É mole!

Portugal não sofre de cancro ou tuberculose. É só obesidade.

João César das Neves, in Diário de Notícias 2005/10/17

domingo, outubro 16, 2005

Desejo um Feiticeiro que me leve a voar e me arranque o coração

Capitulo 4

A excepção do Islão (2)

Foi nos países que beneficiaram do maior afluxo de riqueza, nos últimos trinta anos, que o terror encontrou o seu berço.
(...)
Se a pobreza fosse a fonte do terrorismo os recrutas viriam da África subsariana ou do Sudeste asiático e não do Médio Oriente.
(...)
Durante anos, nos Estados petrolíferos argumentava-se que a enorme riqueza produzida por estas recursos naturais traria a sonhada modernização.
(...)
importar mercadorias ocidentais é mais fácil, importar a essência de uma sociedade moderna - uma economia de mercado, partidos políticos, a responsabilização dos governos e do Estado de direito - é muito mais difícil e perigoso para as elites governantes.
(...)
O mundo árabe é um deserto político, sem partidos efectivos, sem liberdade de imprensa, oferendo pouco espaço às oposições. Como resultado, a mesquita transformou-se no lugar de debate político.
(...)
Dos Irmãos Mulçumanos ao Hamas passando pelo Hezbullah, todos eles promovem a ajuda solidária, serviços sociais, assistência médica, aconselhamento e acolhimento.Para os que valorizam a sociedade civil, é perturbante constatar que no Médio Oriente estes grupos são a sociedade cívil.
(...)
No mundo islâmico, dado que a autoridade temporal foi sempre dominante sobre a espiritual, a questão da separação entre as duas nunca se colocou.
(...)
A democracia genuína é um sistema frágil que balança não apenas entre estas duas forças mas também entre outras - aquilo a que Tocqueville chamou os «corpos intemédios» - para criar, no final, um magnífico mecanismo relojoeiro. Perceber este sistema requer um certo trabalho intelectual de recuperar a tradição liberal, central à experiência ocidental e ao desenvolvimento de todo o bom governo através do mundo.
(...)
A democracia é um trabalho em curso, tanto em casa como lá fora. A tensão entre a democracia e liberalismo desenvolveu-se no próprio passado do Ocidente. Numa forma diferente, ela ainda existe e está a crescer no mundo ocidental. É mais evidente num país, em paritular: os Estados Unidos da América.

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

O Estado da Cultura

Percebemos exactamente o estado da cultura quando alguém vê uma pessoa (relativamente) jovem a ler um livro e assume automaticamente que se trata de um estudante universitário.

O Eixo do Mal

A edição de hoje do Eixo do Mal foi um momento televisivo extraordinário, a qualidade do debate deve-se [quase exclusivamente] ao convidado Rui Ramos. Nuno Artur Silva deveria fazer o que também lhe compete, moderar o debate e evitar declarações simultâneas.

A rever amanhã [Domingo] às 16h na SICNotícias

sábado, outubro 15, 2005

Blogger Fashion Week III

O Blogue foi às compras e só volta quando o mastercard, o visa e o american express estiverem completamente deretidos

Blogger Fashion Week II

o blogue foi à procura da sua verdadeira identidade.
volta assim que se encontrar

sexta-feira, outubro 14, 2005

Blogger Fashion Week

Nestes últimos dias senti o tempo a alterar-se, senti o conforto de um agasalho, senti a necessidade de me mudar.
Começou por aqui, não sei se este será o look final, é de certa forma um regresso à origem [a moda é ciclica], mudei-lhe a roupagem cinzentona muito wall street journal, porque me pediram mais espaço [Prometeu, não tens mais a desculpa de que os teus textos não têm o destaque que merecem - e como merecem! - para não escreveres aqui com mais regularidade], melhor legibilidade, mais côr...
Espero que gostem...

p.s. há livro de reclamações e caixa de sugestões/opiniões

Citações XLIII


O grande arquitecto

O Expresso é a franquia burguesa para entrar na idade adulta.

Saraiva é como aqueles tios amalucados que aparecem nas festas de Natal incomodam quando estão; sentimos saudades quando faltam. *

*esta frase é uma citação de uma citação, muito pós-moderno, portanto

João Miguel Tavares, in Diário de Notícias 2005/10/14

Citações XLII


Lei e Democracia II

Os cidadãos portugueses são obrigados por lei a contribuir para a segurança social, correndo o risco de, no presente, ver as suas contribuíções transferidas para pessoas que não contribuiram para o sistema e de, no futuro, não receber qualquer pensão. Este tipo de lei baseia-se no costume, na doutrina, na jurisprudência ou no direito comparado?

JoaoMiranda, in Blasfémias 2005/10/14

meta a atingir

4,8%
mais um fim-de-semana angustiante, a fazer contas à vida

Citações XLI

É no PS, mais até do que no PSD, que a perpetuação de dinastias políticas mais se faz sentir. Porque Mário Soares e uma casta republicana vêm de há muito tempo. Porque Cavaco Silva mandou durante dez anos e desapareceu durante dez anos. Porque a renovação da classe política tem sido a mais árdua das reformas que estão por concretizar. Pode ser este o começo.

Pedro Lomba, in Diário de Notícias 2005/10/14

Pensamento do dia

Um director de um colégio não deve ter filhos, da mesma forma que um dealer não deverá ser consumidor

quinta-feira, outubro 13, 2005

A terapia do dia

Passear-me pelas ruas cobertas de sol de Campo de Ourique

p.s. a Ferreira Borges já tem iluminação de Natal!

Nobel da Literatura: Harold Pinter

Capítulo 4

A excepção do Islão (1)

o americano levanta, delicadamente, a questão dos direitos humanos e sugere que o governo egípcio possa ser menos severo relativamente à oposição política, autorizar maior liberdade de imprensa e deixar de prender os intelectuais. O Presidente Mubarak crispa-se e responde secamente:«Se eu fizesse o que me pedem, os integristas islâmicos tomariam o poder.É isso que desejam?»
(...)
muitos partidos islâmicos revelam um profundo desprezo pela democracia, considerando-a uma forma ocidental e estrangeira de governo.(...) [para eles] Seria um homem, um voto... uma vez
(...)
no mundo ocidental, onde o liberalismo levou à democracia e a democracia alimentou o liberalismo. A via árabe levou à ditadura, que tem alimentado o terrorismo.
(...)
A verdade é que procurar no Corão indícios sobre a verdadeira natureza do Islão é um exercício vão. O Corão é um grande livro, cheio de poesia e contradições - tal como a Bíblia e a Tora.
(...)
Numa religião sem clero oficial, bin Ladem tem tanta - ou tão pouca - autoridade para proclamar fatwas como o pode fazer um taxista paquistanês em Nova Iorque.
(...)
Não só estes países [Paquistão, Bangladesh e Índia - países com grande percentagem de população mulçulmana] têm uma enorme experiência democrática como os três elegeram mulheres para primeiro-ministro e fizeram-no muito antes da maior parte dos países ocidentais.
(...)
No fim dos anos 80, enquanto o resto do mundo assistia ao colapso de velhos regimes de Praga a Moscovo, de Seul a Joanesburgo, os árabes ficam entregues a si próprios com os seus ditadores corruptos e monarcas envelhecidos.

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

quarta-feira, outubro 12, 2005

1, 2 experiência; 1, 2 experiência

Funciona!

Capítulo 3

Democracia iliberal

Desde a queda do comunismo, vários países do mundo estão a ser governados por regimes análogos ao da Rússia e que combinam eleições e autoritarismo – são as democracias iliberais.
(...)
Na terra do nunca do comunismo soviético, o Estado não necessitava das receitas dos impostos, na medida em que era proprietário de toda a economia.
(...)
Os partidos são o instrumento através do qual os cidadãos nas sociedades modernas se expressam, se reconciliam e institucionalizam os seus valores, morais e políticos.
(...)
O último teste da legitimidade de um governo é a política fiscal, porque ela supõe não a existência de grandes forças policiais, mas a obediência espontânea às leis.
(...)
À medida que a sociedade se abre, os políticos, ávidos de tomarem o poder, reduzem o seu discurso a uma linguagem muito directa, à solidariedade do grupo, por oposição a outros grupos.
(...)
O novo sistema politico [na Indonésia], decididamente aberto, despertou também os fundamentalistas islâmicos, que num país praticamente desprovido de cultura política falam a linguagem familiar da religião.


Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

Soube no dia seguinte

Ontem cheguei a casa a uma hora um pouco tardia e percebi que algo se tinha passado no grupo Impresa. Henrique Monteiro não é tão divertido como o arquitecto...

terça-feira, outubro 11, 2005

«Municipalismo» será o tema do «Café Blasfémias», HOJE, pelas 21.30, na Cafetaria do Teatro Rivoli (2º andar).

segunda-feira, outubro 10, 2005

and the nobel goes to

Finalmente

E a Chancelaria vai para...

Autárquicas

No rescaldo das eleições II

Foi muito prazeroso ver Jorge Coelho vangloriar-se pela estrondosa vitória do PS em todo o país

domingo, outubro 09, 2005

Onde está o


?

sábado, outubro 08, 2005

Lição 6

um desastre. tive vontade de chorar e de ir-me embora

sexta-feira, outubro 07, 2005

Citações XL

Prémios

Enquanto Carrilho dispara freneticamente em todas as direcções, Carmona faz a quadratura do círculo entre a herança de Santana e contra ela. Deviam ser penalizados pelo comum oportunismo político. Em contrapartida, Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho merecem o prémio da inteligência e da seriedade. Mesmo que nenhum deles possa ser, infelizmente, o próximo presidente da câmara.

Vicente Jorge Silva, in Diário de Notícias 2005/10/07

Get well soon

Capítulo 2

Um caminho Tortuoso

Dinheiro fácil implica que o governo não precisa de cobrar impostos aos cidadãos. Ora quando se cobra impostos deve, em troca, atribuir-se alguns benefícios começamdo com serviços, responsabilidade, uma sã governação e acabando na liberdade e na faculdade de se ser representado.
(...)
Os apoiantes da economia de mercado cometem muitas vezes o erro de pensar no capitalismo como um fenómeno que existe em oposição ao Estado.
(...)
Os Comunistas chineses devem reler Marx. Karl Marx compreendeu que quando um país moderniza a sua economia, opta pelo capitalismo e cria uma burguesia, o sistema político adapta-se às novas circunstâncias

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

Sobre o debate de Lisboa na RTP

Juro que também pensei isto!

No rescaldo das eleições

«Municipalismo» será o tema do próximo Café Blasfémias, no dia 11 de Outubro, próxima terça-feira, pelas 21.30, na Cafetaria do Teatro Rivoli.
Poderes, competências e financiamento. Proximidade, controle e supervisão. Território, tradição e eficácia. Serviço, clientes e consumidores. E tudo o mais que diga respeito ao municipalismo.

Dúvidas eleitorais

Faltam 2 dias para as eleições autarquicas e eu ainda não percebi quem são os candidatos à junta de freguesia

quinta-feira, outubro 06, 2005

Citações XXXIX

A inversão do ónus da prova conduziria, num país como Portugal onde a administração pública, incluindo a máquina fiscal e as polícias, estão muito politizadas, à discricionariedade dessa exigência de prova, tornando-a numa arma política que nenhum governo deixaria de usar. Basta só parar para pensar no que já acontece, para se poder antever com elevado grau de certeza a poderosa arma que vai ser colocada ao serviço do abuso dos governos. É muito, muito preocupante.

JPP, in Abrupto 2005/10/06

Capítulo 1

Uma breve história da liberdade humana

Nos anos 50 e 60 do século XX, muitos intelectuais do Ocidente estigmatizavam os regimes da Ásia Oriental como reaccionários, apoiando pelo contrário, os líderes populares da Ásia e da África que realizaram eleições e proclamaram a sua fé no povo – por exemplo no Gana, na Tânzania e no Quénia. A maior parte destes países degenerou em ditaduras enquanto a Ásia Oriental se moveu, precisamente, na direcção oposta.
(...)

é só no caminho que leva do liberalismo constitucional à democracia que «o itinerário não é reversível» *
*citando Giovanni Sartori


Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

Céu e Terra

Relativamente ao acontecimento social/cultural do ano, faço minhas as palavras do meu amigo Tiago:

"Estava lá toda a gente. Evento pop ou oportunidade de ver sem pagar, no final (depois de 3 longas horas repetitivas e pouco mais que virtuosas), a sala estava de pé. Será que ninguém sabe que nos ensaios gerais não se batem palmas, porque dá azar?"

terça-feira, outubro 04, 2005

A implantação da República

PARA QUE SERVE UM PRESIDENTE ? a ler
de Rui Ramos

Citações XXXVIII

Fique já esclarecido que nada me move contra as energias renováveis, cujos méritos são imensos. Compreendo que algum sacrifício se paga sempre, e que não há, também aqui, almoços grátis. Mas basta andar pelo país para se perceber que estamos no limiar de o estragar ainda mais do que já está. Muito mais, mesmo muito mais, enchendo-o de eólicas, por todo o lado. Se as que já estão colocadas são, como se sabe, uma ínfima parte das que se prevêem, vamos ter um problema sério. Surpreendentemente, ou talvez não, pouco se lê sobre isto nos jornais e quase nada se ouve dos nossos ecologistas quanto a mais este sinal de desorganização da nossa paisagem. O Marão está cheio delas, e a vista límpida das serras transmontanas acabou já como paisagem natural.

JPP, in Abrupto 2005/10/04

Introdução

A era democrática

O liberalismo constitucional não diz respeito aos procedimentos para eleger um governo, mas, antes de tudo, aos objectivos do governo. (...) procura proteger a autonomia e a dignidade do indivíduo contra toda a coerção, seja qual for a sua origem (...)

Liberal porque se liga a uma tradição que remonta aos Gregos e aos Romanos e que enfatiza a liberdade individual. Constitucional porque coloca o Estado de Direito no centro da esfera política.

O liberalismo constitucional defende que os indivíduos têm certos direitos naturais (ou inalienáveis) e que os governos, para os garantir, devem aceitar uma lei básica que limite os seus poderes

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

Citações XXXVII

Portugal não conseguirá cumprir as metas de Quioto se não optar pelo nuclear

Patrick Monteiro de Barros, in Diga lá Excelência RTPN 2005/10/03

A lei da sobrevivência

Há crueldades que superamos
Há crueldades que nos aniquilam

segunda-feira, outubro 03, 2005

Citações XXXVI

Se nos deixarmos ser silenciados pelo medo de sermos acusados de «antidemocráticos» não teremos forma de compreender o que pode haver de perturbante na crescente democratização das nossas vidas. Assumimos que a democracia não pode, por definição, causar qualquer problema e, assim, quando nos confrontamos com os males sociais, políticos e económicos, culpamos estas ou aquelas circunstancias, desviando os problemas, evitando as respostas, mas nunca aceitando debater as grandes transformações que estão no centro da nossa vida política, económica e social.

Fareed Zakaria, in O Futuro da Liberdade (edição Gradiva - 2005)

An early birthday present

o tenho. Agora é só cancelar os planos para a ida ao cinema e abastecer a despensa de mantimentos, a noite vai ser longa!

O candidato do contra

Contra o sistema, contra o partido, contra a direita

Paris pré-revolucionário

Oscar Jarjayes, pede a Maria Antonieta para abandonar a Guarda Real (quando compreende que o seu amor por Axel von Fersen - amante da Rainha - poderá pôr em causa a segurança do Reino), sendo colocada na liderança da Guarda Francesa. O seu grande amigo de infância, e apaixonado André Grandier, segue-lhe os passos, alistando-se na GF.

Entretanto, no palácio real do Duque de Órleães os liberais reuniem-se para discutir as teorias de Rouseau. Um grupo de mercenários doutrinados por Robespierre lança o pânico por Paris. O poder em Versailles começa a tremer.

diariamente às 10h30pm no canal Panda

domingo, outubro 02, 2005

Lembro-me de

Os fins-de-semana invernosos de Outubro, do conforto dos camisolões de lã e das pantufas, do aconchego do nestum mel