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sábado, setembro 30, 2006

Mais "liberalismo-críticos"

Como sei que eles andam por aqui de vez em quando, devido aos conhecimentos da nossa querida "chefe" (e não ditadora) aL ficam aqui dois posts que devem interessar a alguns amantes do liberalismo.
Eu ainda ando a tactear o conceito, há coisas que gosto, outras que nem tanto...

lipemarujo

Positivo

Vem mesmo a propósito daquilo que falámos aqui, do papel que um jornal pode ter ao ser transparente, assumir riscos e clarificar posições.
Pelo que li aqui, o jornal Correio da Manhã publicou um editorial (não o consegui encontrar online) em que afirma que vai apoiar "de forma firme a instituição Família, o direito à Vida e assume o seu apreço pelas raízes cristãs da sociedade portuguesa". Apoiará portanto, numa questão política que irá a referendo brevemente, o NÃO na questão do aborto. Naquilo que se procura que é o debate de ideias, acho extremamente positivo o gesto do Correio da Manhã.

lipemarujo

sexta-feira, setembro 29, 2006

Dois "posts" num

Para ocupar pouco espaço aqui vão dois "posts" num:

1- Há evidências que passam a notícias, espero que o raciocínio seja aplicado.

2- Na Bélgica, a maioria do Governo, formada, imagine-se, pelo Partido Socialista Francófono e pelo VLD Liberais Flamengos, vai avançar com a proposta da Ministra da Justiça (PS) da implicação das vítimas e/ou das suas famílias na concessão ou não de liberdades provisórias.

lipemarujo

Resposta procura-se

A pergunta foi feita no Vento Sueste, mas um "post" e 13 comentários depois, ainda não há resposta. Será que liberalismo proíbe ou não as greves?

lipemarujo

Por vezes o Impossível é o único desejo Possível



Igor Stravinsky_A Sagração da Primavera

Pyotr Ilyich Tchaikovsky_O Lago dos Cisnes

[aL]

quinta-feira, setembro 28, 2006

Mais uma para a colecção

Há momentos na vida em que optar, por outras palavras, exercer a liberdade, é um acto doloroso. Mas necessário.

in Jaime Bunda, Agente Secreto, Pepetela

(Prometeu)

Aceito... mas não concordo

Ao ler isto fiquei com pena de o meu país não ser um país rico. Porque se fosse um país rico eu não aceitava o silêncio do meu Primeiro-Ministro em relação ao caso. Exigiria que muito naturalmente e sem ser necessário grandes alaridos, o meu Primeiro-Ministro se distanciasse de tal coisa, que o mostrasse claramente e sem deixar lugar para dúvidas. Mas o meu país não é rico e a política, sobretudo a externa, faz-se de diplomacia. E claro que ser Primeiro-Ministro não é fácil, que estar de fora e criticar é mais fácil, sei também que há interesses nacionais maiores que se calhar se elevam, há até uma comunidade portuguesa a ter em conta... mas pergunto-me se essa diplomacia toda traz assim tantas vantagens quanto isso e se vale a pena vendermos um pouco mais dos princípios que somos supostos defender.
Sou obrigado a aceitar... mas não concordo.

lipemarujo

quarta-feira, setembro 27, 2006

Marcar posição

Na passada quarta-feira 20, o diário belga Le Soir (como se constata é o jornal que leio cá por Bruxelas, embora ocasionalmente procuro um outro como La Libre Belgique ou até o francês Le Monde) publicou na primeira página um pequeno editorial. Com o jornal vinham também dois autocolantes. O editorial explicava a adesão do jornal a uma iniciativa contra a extrema-direita, em particular contra um partido político, o Front National. O autocolante a colocar nas caixas do correio agradece ao carteiro em não entregar correspondência do Front National.


Esta quarta, o mesmo jornal, publica também, em destaque na primeira página e desenvolvimento nas página 2 e 3 (mais 12 páginas num suplemento), uma entrevista com Tom Barman, vocalista da banda dEUS, que dá cara pelo movimento 0110 (lê-se zero um dez). Movimento esse pela tolerância e contra o racismo, o extremismo e a violência gratuita. O cantor belga, flamego de Antuérpia, ataca sobretudo o Vlaams Belang (partido de extrema direita flamengo). Em forma de comentário, o jornal Le Soir apoia o movimento e as palavras de Barman, "O combate dele (de Barman) é o nosso no Soir. Contra todas as formas de intolerância, fazemos questão em relembrar regularmente os princípios que figuram na nossa carta de jornalista".

Temos, portanto, um diário na Bélgica, totalmente independente de poderes e partidos que marca uma posição clara numa questão política, 100% política. No dia 8 de Outubro a Bélgica vai a eleições comunais (equivalentes a autárquicas), e quer na Flandres com o Vlaams Belang, quer na Valónia com o Front National, existe uma grande incógnita sobre os possíveis resultados destes dois partidos de extrema-direita, e o diário belga assume o combate contra não uma ideologia (que isso é fácil fazer) mas sim contra dois partidos políticos.

Pergunto-me se em Portugal seria possível algo parecido.

lipemarujo

Alvíssaras

Dão-se alvíssaras a quem perceber [e explicar] o que a Odete Santos está a dizer no frende-a-frente da Sic Notícias

[aL]

terça-feira, setembro 26, 2006

A Pedido

da quota masculina do 19mesesdepois
porque aqui, a outra, não entra!

[aL]

A metamorfose

Não sei se já todos mudaram do Expresso para o Sol, mas esta semana a revista Única que o semanário de Pinto Balsemão traz revela-nos uma Floribella transformada... metamorfose essa só comparável com a de Scarlett Johansson do Lost in Translation para o Match Point.

lipemarujo

Tenho dito

É nos jornais, é nas legendas, é nas revistas,é nas publicidades, é em todo o lado... é tão horrível que mesmo na oralidade quase se pode visualizar o erro: a palavra "concerteza" não existe! São duas palavras, "com certeza"

lipemarujo

Lendo

"- Parece-me que um irlandês tem de pensar assim mesmo. Em Inglaterra sentimos que os temos tratado de forma muito injusta. A culpa, suponho, é da história."

"- Sabe qual é o orgulho de inglês? Sabe qual é a palavra mais arrogante que pode ouvir da boca de um inglês?
(...)
- Que no seu império o sol nunca se põe?
- Bah, isso não é inglês. (...) Eu lhe digo, do que mais arrogantemente se vangloria. Paguei sempre. Nunca em vida minha pedi um xelim emprestado. Poderá sentir isso? Não devo nada. Poderá?
(...)
- De momento não..."

James Joyce
"Ulisses"
lipemarujo

Citações CXXXVII

Everything we have belongs then to Humanity... Positivism never admits anything but duties, of all to all. For its social point of view cannot tolerate the notion of right, constantly based on individualism. We are born loaded with obligations of every kind, to our predecessors, to our successors, to our contemporaries. Later they only grow or accumulate before we can return any service. On what human foundation then could rest the idea of right, which in reason should imply some previous efficiency? Whatever may be our efforts, the longest life well employed will never enable us to pay back but an imperceptible part of what we have received. And yet it would only be after a complete return that we should be justly authorized to riquire reciprocity for the new services. All human rights then are as absurd as they are immoral.

August Comte, The Catechism of Positive Religion

[aL]

sábado, setembro 23, 2006

Citações CXXXVI

[...]seria melhor usar os recursos disponíveis para intervir na sociedade civil para formar opinião. Formar opinião: invistam em think tanks, em estudos sérios, em jornais e revistas, em conferências, em ensino de excelência não apenas para as empresas mas para a actividade cívica, apoiem iniciativas modelo que mostrem a eficácia das propostas, etc, etc. Apoiem os políticos e os partidos que melhor pensam poder expressar essas propostas. Às claras, para se saber. Sem receios. Ou então façam um partido político e concorram às eleições, uma solução que daria uma grande legitimidade ao movimento e acabaria com algumas ambiguidades sobre as naturais ambições de alguns dos seus proponentes.
[...] que é o problema que o Compromisso Portugal não quer pensar, ou não sabe pensar, ou não pode pensar.

JPP©, in Abrupto 2006/09/22

[aL]

sexta-feira, setembro 22, 2006

Leitura recomendada


Já me começo a habituar aos [bonitos] títulos romanescos do LA-C.
Desta vez é "O trabalhador, a feia, o vilão e a sua bonita advogada", na Dia D

[aL]

quinta-feira, setembro 21, 2006

Compromisso Portugal

Num debate que se quer interventivo e participado pela sociedade civil, a sua marcação para um dia útil com todas as sessões em horário laboral, não é propriamente uma opção eficaz para o cumprimento desse objectivo.

Valha-nos a Live Cam.

[aL]

Clube de Jornalistas

O novo moderador do programa Clube de Jornalistas, um miúdo muito giro, acaba de dizer que o director do Sol tem uma opinião muito engraçada sobre o fim do Independente. Tenho quase a certeza que pela cabeça do jovem jornalista passou o conceito de giro, de uma opinião muito gira.

A sorte é que o miúdo é realmente muito giro.

[aL]

quarta-feira, setembro 20, 2006

Sistemas de Ensino [apontamentos pessoais]

Hoje recebi uma "encomenda" muito peculiar, as minhas disquetes. Como o meu PC já não tem drive a:/, aproveitei o tempo de espera ao telefone no escritório, para ir descobrindo o que se encondia dentro daquelas anacronices informáticas.

Na sua maioria continham trabalhos do tempo da Universidade. Revê-los [mesmo que diagonalmente], fez-me pensar que apenas no último ano do curso é que me foi possível desenvolver linhas de trabalho com alguma liberdade.

Aliás, encontrei um trabalho que fiz para a cadeira de Teoria da Comunicação e Informação, para o qual demorei 2 semanas a convencer a Professora que a Teoria Matemática da Informação, não me interessava nada, que não valororizava o percurso académico, que eu achava que "A importância dos media nas mudanças políticas" era um tema bem mais relevante, inserido no contexto do meu curso, e uma temática do meu agrado.

Curiosamente, hoje o Tiago Mendes escreveu sobre o sistema de ensino em Oxford.

[aL]

O Blogue do Marcelo [por Jorge Coelho]

Jorge Coelho, na Quadratura do Círculo, lança o desafio a Marcelo Rebelo de Sousa e ao Sol, um blogue mais picante.

Será que Jorge Coelho se referia a um daqueles blogues da moda, de confissões eróticas?

[aL]

terça-feira, setembro 19, 2006

Citações CXXXV

No man is good enough to govern another man, without that other's consent

Abraham Lincoln (16º Presidente dos EUA)

[aL]

E nas passarelas espanholas



[aL]

Penadentro

Porque se hoje estou aqui foi porque um dia estive aqui, assinalo o encerramento da minha primeira casa bloggiana. Ensinaram-me a estar grato pelas coisas boas, estou por isso muito grato ao blog, Penadentro, que eu e GomesMonteiro criámos.

lipemarujo

Debate a seguir [actualizado II]

segunda-feira, setembro 18, 2006

Silêncio de borla

Hoje foi um domingo sem carros em Bruxelas. E numa cidade assim, não haver carros transforma tudo. Muitos ciclistas cortavam as ruas pedalando livremente. Um silêncio enorme abateu-se sobre os prédios. Parecia uma madrugada de inverno, mas com sol e sem frio. Ah sim, os transportes públicos eram de borla, autocarro, metro e eléctrico...

lipemarujo

domingo, setembro 17, 2006

Direitos adquiridos... como?

Já aconteceu cá, quando a Bet and Win chegou a acordo com a Liga de Clubes para patrocinar o campeonato nacional de futebol, foi ver a Santa Casa em histerismos, foi ver as entidades de jogos de sorte e azar exaltadas, foi ver o próprio governo a hesitar sobre o tratamento a dar ao assunto. É que há muito dinheiro em jogo, dinheiro de direitos que julgavam adquiridos.
Mas, dizia eu, aconteceu cá e agora acontece em França.

lipemerujo

sábado, setembro 16, 2006

Prisões belgas

Parece-me vir minimamente a propósito este artigo (em francês), tendo em conta a discussão que começou com a Pena de Morte e que derivou para o tema mais geral do papel das prisões.
Um relatório do Observatório Internacional das Prisões sobre a realidade belga, veio chamar a atenção para graves problemas do sistema prisional. Problemas esses, em tudo idênticos aos nossos em Portugal, a saber:
Sobre-população crónica, causada, entre outras razões, pelo aumento das detenções preventivas, insalubridade e condições higiénicas deploráveis (os baldes de urina e dejectos ainda existem em algumas prisões), deficiência na aplicação de cuidados de saúde, péssimos serviços de defesa social... mas, no relatório (que abrange as 34 prisões belgas) nem uma palavra sobre droga, porquê?

lipemarujo

A mala de viagem

São só 2 dias e 1 noite. Mas a mala de viagem não pára de engordar.

Deixo-me surpreender com a surpreendente frase [masculina, naturalmente] "mas precisas mesmo de levar isso tudo? Já vamos sair tarde...".

É que a mera hipótese de não ter opção de escolha deixa-me doente. E lá vou engordando [desnecessariamente] a mala de viagem

[aL]

Sol [primeiras impressões]


Ponto para o Sol. No saco, para além do própro jornal, cabe o DN; o Público e o Expresso!

Adorei as Ligações Perigosas e a sua "Marie Antoinette" [este é o "State of the Art"].

A Política [agora A Sério], mantém a poética como só o Arquitecto [romancista] sabe fazer.

[aL]

Publicidade

Tive um professor de francês no secundário que adorava publicidade, sobretudo anúncios televisivos, dizia que eram uma forma de arte. Eis um exemplo, num site com alguns simplesmente brilhantes.

via: lutaslivres

lipemarujo

sexta-feira, setembro 15, 2006

O Sol nasceu!!!!!!

e está on-line

[aL]

Oriana Fallaci


1929 - 2006


[aL]

sobre microeconomia

Lol

- Pah, e o tipo, estou-te a dizer, só dizia mal, só resmungava, e era arrogante. Enervei-me mesmo.

- Fizeste mal, mantinhas a calma e muito seriamente dizias-lhe na cara: Lol...

lipemarujo

quinta-feira, setembro 14, 2006

Viva ao Capitalismo Selvagem!!

Acabo de comprar uma viagem de Lisboa - Barcelona, para 2 pessoas, pela módica quantia de 93,60€, os 2 bilhetes!!!

Faz-me pensar na loucura que cometi, ao comprar uma viagem para a passagem d'ano no Funchal a uns exorbitantes 260€, por um bilhete

dica: atrapalo.com

[aL]

Tenho dito

Os "Morangos com açúcar" são um insulto à inteligência.

lipemaurjo

quarta-feira, setembro 13, 2006

Leitura do jornal Le Soir de 13/09 (2)

Mais alguns destaques da leitura que fiz do diário belga:
1- Um erro de 883 milhões de euros!!! no fisco. Exemplo: um contribuinte recebeu o aviso para pagar 53,4 milhões de Euros ao fisco quando afinal, após correcção a dívida ficava-se pelos 1500 euros.

2- A propósito da discussão que nasceu da pena de morte, o ministro belga da justiça visitou no Quebeque no Canadá várias prisões e estudou de perto o sistema de reinserção dos deliquentes sexuais, propostos logo no primeiro dia de encarceração, e cuja a taxa de reincidência é extremamente baixa naquele país.

3- A Valónia, região francófona da Bélgica, é o elo mais fraco da economia do país, onde a Flandres, parte flamenga, lidera e puxa os negócios do país. Para diminuir o fosso entre as duas regiões, o Governo federal Valão estabeleceu um plano de ajudas económico-finaceiras para as empresas, e baptizou-o de Plano Marshall. Sim, exactamente o mesmo nome que os Americanos e os Europeus deram ao plano pós-Segunda Guerra, para a reconstrução do Velho Continente. O plano valão, consiste na atribuição de ajudas finaceiras em áreas variadas como no da investigação aero-espacial, na farmacêutica, na agro-alimentar, entre muitas outras. As ajudas são desbloqueadas consoante os objectivos a que as empresas se propõem. Quem se candidata e consegue essas ajudas tem por isso uma responsabilidade política perante a comunidade e o Estado.

4- Entrevista do "nosso" António Gueterres como alto comissário da ONU para os refugiados. Perguntas e respostas muito políticamente correctas, o antigo PM português no seu tom habitual, conciliador, preocupado, quase melancólico. Nada de novo portanto.

5- No cinema, encontro com Night M. Shyamalan, um dos meus realizadores favoritos, que fala sobre o novo filme, Lady in the whater, e o actor Paul Giamatti que diz a dada altura sobre a sua carreira no passado: "Comecei no tetatro foleiro de Seatle, era porreiro, mas não ganhava nada. Para me desenrascar fazia anúncios televisivos locais... fiz alguns bem fraquinhos. Tipo fazer daqueles tristes que têm muitos problemas com o carro. Também tive de representar vestido de peixe mas ainda em sobrava alguma dignidade para dizer não. Era o limite a não ultrapassar, não era?".

6- Para terminar, o jornal anuncia que Frank Miller criador de Batman, à imagem do que foi feito em 1940 na banda desenhada com o Super-Homem a lutar contra Adolf Hitler, vai colocar o herói gótico a lutar contra Osama Ben Laden.

lipemarujo

Leitura do jornal Le Soir de 13/09 (1)

O Governo belga tomou medidas que considera serem favoráveis ao incentivo de criação de emprego. Uma das novas medidas é a SES (subvenção de emprego suplementar) que consiste num prémio anual de 2000Euros por novo posto de trabalho criado pelas empresas que decidam aderir ao projecto. O prémio só é válido no ano da criação do novo posto. Por exemplo, uma empresa de 107 empregados, cria 4 nosvos postos ficando com 111 trabalhadores, tem direito a 4 vezes 2000euros nesse ano. Se no ano seguinte a empresa não preenche as saídas naturais (reformas e fins de contratos) e regressa a 107, fica com o crédito negativo. Se voltar a empregar uma pessoa fica com o crédito a zero e só recuperará o prémio a partir do 112° trabalhador.
Pelas reacções, quer de sindicatos quer do patronato, a ideia não é nem bem nem mal acolhida.

O problema do desemprego na Bélgica (sério como em toda a Europa) é tratado com mais serenidade do que em Portugal. Para isso contribuem uns sindicatos muito mais conscientes da realidade e das possibilidades económicas das empresas e do país, bem como a mentalidade de trabalhadores e patrões, muito mais adaptáveis às circunstâncias e no fundo, ouso dizer, mais sinceros quanto ao esforço de encontrar consensos e soluções aos problemas.

lipemarujo

terça-feira, setembro 12, 2006

A post in the Future [or I still didn´t arrange the time to thing about it]


[aL]

segunda-feira, setembro 11, 2006

Lendo

"Lembrou-se dos livros de poesias que se encontravam nas prateleiras da sua casa. Tinha-os comprado nos seus tempos de solteiro e, no decorrer de muitos serões, enquanto estava sentado no pequeno hall, apetecera-lhe ler qualquer coisa a sua mulher. Mas a timidez nunca lhe deixara realizar essa ideia, e os livros ficavam sempre nas estantes. Por vezes recitava umas linhas para si mesmo; isso consolava-o um pouco."
James Joyce,
"Gente de Dublin"

lipemarujo

11 de Setembro [ou porque na altura não tinha um blogue]

Já aqui demonstrei um certo seguidismo da minha parte aos Kennedy. Hoje, e particularmente hoje, outra demonstração:

«I am a New Yorker»

[aL]

E das catatumbas...

... o tema da [pena de] Morte surgiu.

O luispedro aborda o tema numa perspectiva bastante diferente da minha. Argumentando que os erros judicários [e necessriamente os erros humanos], são motivos mais que suficientes para se ser contra a pena de morte.

Mais a diante, quando defendo que «Em momento algum o Estado pode, deve estar mandatado para usurpar a vida [de] um [...] cidadão[...]… Em momento algum o Estado deve ceder às exigências para que se lance à fogueira o incênciário, para que electrifique o violador, para que se enforque o terrorista. Por mais que essa seja a vontade da maioria. No momento em que começarmos a considerar que existem vivas humanas mais importantes que outras, acho que perdemos um pouco da nossa humanidade», o luispedro lança um outro argumento para a discussão «O mesmo argumento intelectual pode ser feito para “o Estado não pode usurpar a liberdade de um indivíduo,” mas aí nem prisões tínhamos.».

Eu considero que a vida é um bem verdadeiramente fundamental - torna-se até ridiculo estar a afirmar isto, mas apenas o faço para por uma questão comparativa - talvez o único. A liberdade [e a defesa da mesma] surgem só porque existe a vida. No momento em que o ser humano decidiu viver em sociedade, e organizar-se social e politicamente, criando regras; normas; leis, abdicou em parte da sua liberdade total [mas alguma vez existiu a liberdade total??].

Neste caso o Estado está mandatado [com maior ou menor capacidade de acção, dependendo, naturalmente, da natureza organizativa e política da sociedade] para suprimir a liberdade a indivíduos, para que a restante sociedade possa viver em segurança. Esta diferença, não é apenas uma pequena diferença. Cada indivíduo é totalmente soberano no que diz respeito à sua vida, à sua existência, mas não o é quanto à liberdade [pois esta estará sempre condicionada pela liberdade dos outros].

nota: As citações feitas, estão bastante truncadas. Aconselho a leitura integral de ambos os posts [e respectivos comentários] para uma melhor contextualização

[aL]

Alguns Dias em Setembro

Foi com grande embaraço [mas muito descomplexado] que Juliete Binoche se fez passear por uma sala de cinema no sotão de um centro comercial.

O seu vestido champagne cravado a lantejolas e a pelúcia em pan dan, contrastavam com a típica imagem do mais famoso produtor português. Humildemente decidiu falar em inglês, apesar da insistência [snob] de grande parte da plateia para o fazer em francês.

Quanto ao filme, é de facto um bom filme [de entertenimento]. Bem filmado, uma boa fotografia, bons diálogos [e aí está a grande diferença para o cinema americano - mainstream - do género].

Duas horas altamente recomendáveis, com o 11 de Setembro na iminência de acontecer

[aL]

5 anos depois

Entre 1998 e 2003, mantive uma espécie de diário, chamei-o muito originalmente Diário de Bordo. Sobre o 11 de Setembro de há cinco anos escrevi um texto. No ano a seguir escrevi outro. Em 2003 já não escrevi. Deixo-os aqui. Soam-me estranhos, tanto o conteúdo como a forma. O sentimento esse mantém-se, só que é um sentimento que não consigo canalizar. Na altura consegui-o. Não sei bem explicar, foi-me roubada parte da minha humanidade naquele dia e só assim pude constatar que tinha em mim tal coisa.

11.09.2001
Palavras. Apenas elas neste momento, apenas elas. O mundo está louco. É verdade, todos os dias morrem pessoas, todos os dias morrem crianças. Mas hoje, hoje minhas queridas palavras vocês foram banidas. È mais forte do que eu, tenho de mandar essa gente, essa gente que mata inocentes para a puta que os pariu, mandá-los todos para o caralho.
Eu disse um dia aqui, que algures um inocente pagava aquilo que não devia, pois hoje pagaram milhares, milhões, primeiro os que morreram, depois as famílias e finalmente nós, todos aqueles a quem as palavras foram proibidas perante tal terror pois não havia nenhuma para expressar tais sentimentos. Estou enojado.

10.09.2002
Na véspera de fazer um ano que sequestraram as palavras à humanidade. Novamente as televisões despejam aquelas terríveis imagens que mais pareciam de um filme de Hollywood. A verdade é que os medos iniciais de uma mudança drástica na vida do Ocidente revelaram-se infundados, deste lado, da vida fácil e segura dos nossos países ricos, continuamos as nossas vidinhas, presos ao nosso conforto, ao nosso dinheiro, à nossa rotina, ao nosso silêncio e conformismo. Do outro lado, na sombra, no escuro, na pobreza e na miséria também tudo está igual, igualmente pobre e miserável e esquecido e sujo. E o tempo lá passa... as palavras, se pensarmos bem, desde sempre que estão sequestradas, apenas alguns as podem ver e usufruir. Até quando?


lipemarujo

domingo, setembro 10, 2006

Para pensar...

A minha irmã iniciou o 8o ano agora. Na escola que frequenta tem direito a escolher certas disciplinas opcionais. Escolheu teatro em inglês. O problema é que não havia alunos suficientes... foi recambiada, ela e os outros, poucos, que tinham escolhido teatro, para informática.
Que mundo é este?

lipemarujo

8 ou 80 poliglota

Sérgio Conceição regressou aos relvados após uma suspensão de vários meses no futebol belga. E o regresso foi positivo, vitória por 3-1 com 3 assistências do extremo português. Mas delicioso, foi ouvi-lo falar francês no fim do jogo. O sotaque é igual ao do Mário Soares nos tempos em que convivia com Mitterand: horrível. Mas o melhor mesmo, foi ouvi-lo traduzir a expressão "passas do 8 ao 80" para francês... expressão essa que não existe na língua de Rimbaud. Seria o mesmo que ouvirmos o Mourinho a dizer no seu cacofónico inglês : "You go from the eight to the eighty..."

lipemarujo

sábado, setembro 09, 2006

As intermitências da morte

Directamente das catatumbas [post que originalmente escrevi em 2005/12/15]:

Uma coisa é para mim indiscutível, a pena de morte não é uma questão de justiça, é uma questão de vingança.

Os defensores da pena de morte acreditam que esta trará "justiça" e vingará as vítimas. Esquecem-se que para punir um crime consentem o mais hediondo dos crimes: a eliminação estratégica de individuos supostamente nocívos à sociedade.

Quando um individuo comete um crime e é julgado e condenado por esse crime, não deixa de ser um individuo com os seus direitos básicos. O direito à vida é um deles.

Agora a questão que se impõe é se o Estado se pode deixar instrumentalizar e agir enquanto agente vingador, violando desta forma o direito à vida de um individuo. Obviamente que esta posição é, para mim, indefensável.

[aL]

13

Existem 13 artigos em draft nas catacumbas do 19mesesdepois, artigos em standby, em formação, em meditação... mas também outros que parecem abandonados, enterrados sob o peso dos posts oficiais, mudos e danados.

lipemarujo

Esquerda-Direita

JPP escreve sobre "Esquerda-Direita". Uma das coisas que mais confusão me faz hoje no discurso político é precisamente a insistência nessa terminologia, como se ela significasse alguma coisa de real. Sobretudo quando ouço partidos como o PS, o PCP e o BE dizerem-se de esquerda. É que vivemos num país em que todos somos de "esquerda", não sabemos é qual nem o que significa, e onde a "direita" é um complexo e um bicho-papão, uma coisa feia no fundo.
Conseguirmos ultrapassar essa dicotomia, abandonarmos esse par que nada significa hoje em Portugal, seria uma coisa boa.

lipemarujo

O Novo Expresso

O saco é demasiado pequeno para lá dentro caberem o Diário de Notícias e o Público, sem serem dobrados. Coisa que eu odeio fazer

[aL]

A minha nova dependência


lipemarujo

sexta-feira, setembro 08, 2006

Se isto faz de mim um adolescente...

so be it






lipemarujo

Vaidades e maldades amargas

Recordo, há uns bons 10 anos, quando a política e as notícias, não despertavam grande interesse no adolescente que eu era, de dois comentadores políticos que apareciam por vezes na televisão. Um deles era Nuno Rogeiro e o outro era uma outra, Costança Cunha e Sá. Lembro-me no primeiro uma vaidade imensa, um prazer quase palpável através da televisão por estar ali a falar para o país, a responder, a dizer mal, a explicar e sobretudo a prever. Da outra recordo a voz, arranhada, masculina, zangada, altiva e sarcástica. Em ambos desde sempre, notei uma certa maldade, aquela maldade irónica, arrogante. Fazem-me lembrar, cada um à sua maneira, aquele tipo de pessoas que não foram suficientemente amadas ou demasiado mimadas e que numa altura das suas vidas sofreram uma frustração tão grande que se tornaram amargas.
Ocorreu-me este assunto hoje ao ler o artigo de Nuno Rogeiro no JN, onde a dada altura, para não escrever Bush diz: "Daí também a sua convivência calorosa com o sucessor de Clinton na Casa Branca, cujo nome agora me escapa".

lipemarujo

A Idade dos Anjos

O Melhor Anjo faz 3 anos. As festividades são um colosso. E há ainda o Tiago em entrevista ao Diário de Notícias.

Parabéns Tiago e até logo ;)

[aL]

quarta-feira, setembro 06, 2006

Post Recuperado

A propósito de:

Ingrid Betancourt

Escrevi isto no dia 7 de Abril deste ano. Hoje faz1587 dias que Ingrid Betancourt (I.B.) está na selva colombiana, refém das ditas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que há dias através do seu número 2 disse ao jornal comunista francês "L'Humanité" que I.B. "está bem" após quatro anos de catividade.

lipemarujo (29/06/2006)

[aL]

Leituras

Hoje somos todos do Hezbollah, de Rui Ramos in Público 2006/09/06

[via A Destreza das Dúvidas]

[aL]

Crónicas da vida de um blogger

Foi ontem que pela primeira vez se reuniram os 3 bloggers deste espaço.
A "divinal pescada" foi um sucesso [muito naturalmente], o atraso de 45 minutos foi descupável, graças aos chocolates belgas [finalmente]. Faltou o vinho... mas não faltaram conversas, e para além da blogosfera [felizmente!]

Obrigada Prometeu e lipemarujo, obrigada aos restantes comensais!

[aL]

domingo, setembro 03, 2006

Conselho Terapeutico

Meu caro AA, devo confessar que me deixaste deveras preocupada quando afirmaste «o Adolfo não existe, é uma criação da minha imaginação!».

Após uma longa e ponderada reflexão, devidamente acompanhada por especialistas, só posso recomendar o seguinte tratamento para o teu avançado estado de esquizofrenia:


- 3 sessões diárias de choques eléctricos
- 100 mg dárias de Ziprasidona
- 2 sessões semanais de terapia


Se ao segundo mês não existirem claros sinais de progressos, então teremos de pensar no teu internamento compulsivo.
For your own good!

[aL]

sábado, setembro 02, 2006

A Beautiful Blogging Break [no feminino]

Grace Kelly

[aL]