um blogue socialmente consciente emocionalmente irresponsável 19mesesdepois@gmail.com

terça-feira, outubro 31, 2006

Um post directamente da cozinha

Few girls are as well shaped as a good horse.
Hannah Arendt

[aL]

segunda-feira, outubro 30, 2006

What France needs: Sócrates

A propósito deste post de aa, e sobretudo pela capa da revista The Economist, cito uma frase que Phillipe Riès proferiu há umas semanas na Livraria Orfeu em Bruxelas aquando da apresentação do livro "Le jour où la France à fait faillite" (No dia em que a França faliu), uma ficção sobre o que seria da França num futuro próximo se Ségolène Royal ganhasse as eleições de 2007. Phillipe Riès disse:
"A Direita em França, sonha à noite poder concretizar metade das reformas que o socialista Sócrates está a realizar em Portugal".

lipemarujo

Um Comentário transformado em post

"Não existe consumo sem produção"

Não é bem assim: os exemplos dados no post têm muito a ver com um bem especifico ("espaço geográfico"), que é em larga medida um bem não produzido (o passeio pode ter sido construído, mas o espaço aonde ele foi construído na maioria esmagadora dos casos não foi construído por ninguém). E não nos esqueçamos que o argumento "se tudo for privado, não podemos ir para lado nenhum sem autorização" tem a ver, não tanto com a posse privada de ruas e estradas, mas sobretudo com a posse privada de "espaço".

"De resto, os teus exemplos-limite foram desafiados (...) Por exemplo, não pagas os "passeios" interiores de um centro comercial"

Eu posso distribuir panfletos na rua sem pedir autorização a ninguém e não posso fazer isso dentro de um centro comercial. Logo, se a questão é a influência da propriedade privada na liberdade, penso que o "desafio" foi respondido. Desenvolvendo a questão, se tudo fosse privado e não houvesse limite ao direito de propriedade, teríamos algo parecido a um conjunto de mini-monarquias absolutas (aliás, alguns liberais, como Hans-Hermann Hoppe, defendem abertamente a "monarquia absoluta" como a "menos má" forma de governo, exactamente por ser a mais parecida com a propriedade privada absoluta)

Miguel Madeira no post Citações em Ricochete
[edição minha]

[aL]

From Russia with Love



[aL]

domingo, outubro 29, 2006

Relembrando o Desporto dos Deuses

sábado, outubro 28, 2006

3-2


lipemarujo

ps- continuando o plano de desaLaídizar... falando de bola

"QUIM"

O governo vai lançar um concurso público para a atribuição de um nome ao combóio de alta velocidade em Portugal. Recusando o francês TGV e o espanhol AVE o governo quer carimbar com um nome "nosso" o investimento de 1028 milhões de Euros, onde 250 milhões em viadutos e 480 milhões em túneis entre a Ota e Lisboa.
Dito isto, apresento aqui informalmente a minha proposta ao 19mesesdepois de avançarmos para o concurso com o nome/conecito de "QUIM".
QUIM originado obviamente pelo "quimbóio" e da expressão popular "és mesmo quim" que significa "és mesmo cromo", "és mesmo totó", "és mesmo burro", etc, etc.
Se o 19mesesdepois achar um pouco antiquado o "look" da proposta, podemos sempre optar pelo mais moderno "KIM" ou até mesmo o futurista "KYM".

lipemarujo

ps- que me perdoem os Joaquins ( a começar pelo meu pai), mas os ditos populares são mesmo assim, não perdoam ninguém

Roleta Russa [no feminino]

Um amigo acaba de me dizer que terminou a sua relação afectiva. Eu, pela primeira vez em muito tempo, sinto-me incapaz do meu romantismo cínico, não lhe consigo dizer que "afinal estavas à espera de quê? Estava-se mesmo a ver que mais cedo ou mais tarde iria terminar...".

Mas se calhar esse meu romantismo cínico não desapareceu de facto. E se calhar este post só serve mesmo para eu voltar a publicar uma imagem do Nemov.

[aL]

sexta-feira, outubro 27, 2006

Reiseplan

Erfurt, Weimar, Leipzig e Frankfurt.

Até dia 4.11.

(Prometeu)

quinta-feira, outubro 26, 2006

Autoreplay post

A partir das 3pm de hoje, até às 2pm de amanhã poderei sei encontrada por aqui.

[aL]

Máximas e Interlúdios

Os sexos enganam-se a si próprios acerca um do outro, sendo a razão fundamental que só amam e honram a si próprios (ou o seu ideal, para utilizar uma expressão mais agradável). Assim, o homem quer que a mulher seja pacífica - mas a mulher é essencialmente não pacífica, como um gato, por melhor que se tenha treinado, a apresentar uma aparência de paz.

Friedrich Nietzsche, in Além do bem e do Mal [1886]

[aL]

quarta-feira, outubro 25, 2006

Um post um objectivo




[aL]

terça-feira, outubro 24, 2006

Lição de Economia [por Jessica Alba]

[aL]

Um post em jeito de assim talvez pode ser

lipemarujo

À/Há chuva

Normalmente chove quase todos os dias aqui em Bruxelas. Uma chuva que vai caindo a intervalos, uma chuva mais forte que a morrinha mas não tão forte como a que cai em Portugal. Uma chuva entre o ser chuva e não ser, uma chuva que vai sendo portanto. O chato, para além da chuva, é que nos períodos em que não cai, o sol não aparece. O céu mantém-se baixo e cinzento, mas mais uma vez, também esse céu cinzento não é bem cinzento, é uma coisa qualquer entre o cinzento e o não cinzento, vai sendo cinzento.
No entanto, confirmando os medos de Al Gore sobre o desiquilíbrio metereológico, os útlimos meses têm sido francamente solarengos para estes lados. Quase que não precisei de casaco para andar na rua. Só que ontem as primeiras chuvas vieram, e quando digo que vieram, deveria forçosamente aludir ao Dilúvio de Noé ou ao Apocalipse (embora pelo que sei acho que não chove, mas bom, a ideia percebe-se) tanta era a água que caia. E no meio da chuvada lembrei-me da frase que já dizia o outro (e nunca se sabe bem quem era o outro) "o frio é psicológico" e pus-me a pensar que a chuva também poderia ser psicológica... mas na vedade não é.

lipemarujo

Citações em ricochete

It is fallacious, however to think that maximal property rights lead to maximal liberty, even when the liberty in question is negative liberty.

(continuar a ler "Citações em ricochete")

Marketing Político [ou já que falas no assunto]



[aL]

Um post directamente da cozinha

Elizabeth Taylor is pre-feminist woman. This is the source of her continuing greatness and relevance. She wields the sexual power that feminism cannot explain and has tried to destroy. Through stars like Taylor, we sense the world-disordering impact of legendary women like Delilah, Salome, and Helen of Troy. Feminism has tried to dismiss the femme fatale as a misogynist libel, a hoary cliché. But the femme fatale express woman's ancient and eternal control of the sexual realm. The specter of the femme fatale stalks all of the of men's relations with women.

[aL]

segunda-feira, outubro 23, 2006

Revelações Divinas

Há segundos da [minha] vida em que acredito que Deus possa existir. E que caminha de mão dada comigo.

Coisas que eu não entendo

São 2h00am, eu estou acordada, começou a dar o 2001 e amanhã é 2ª feira

[aL]

domingo, outubro 22, 2006

Conversas amenas num domingo à tarde

Aquelas que o Henrique Raposo e o Eduardo Nogueira Pinto têm tido sobre a Moral e a Lei, no blogue da Atlântico [agora visualmente mais agradável, mas acima de tudo mais rápido]

[aL]

Respostas a algumas dúvidas de Pedro Picoito

1. As leis enquanto instrumentos de regulamentação da acção humana em sociedade, devem sempre acompanhar e seguir o ritmo das mudanças dessa mesma sociedade. Passaram-se 22 anos desde 1984, e a sociedade portuguesa mudou. Não só demograficamente mas também ao nível dos seus valores, ritmos, convenções sociais, etc. Por isso o que anteriormente seria considerado justo e sensato, pode num tempo posterior ser considerado injusto e insensato.

De facto eu em 84, brincava com o "meu pequeno pónei" enquanto aprendia a escrever. Eu em 2006, atingi uma consciência social e política; alcancei a maturidade biológica e um conhecimento mais alargado da [minha] sexualidade [que é muito mais que pénis e vaginas];

2. Novamente, Pedro Picoito omite a necessidade de as leis se adaptarem à sociedade. De facto houve um tempo em que o direito de sufrágio estava limitado a uma determinada elite; em que a liberdade [um belo eufemismo neste caso] contratual das mulheres estava devidamente espartilhada pela autoridade [moral] masculina. E à época foram consideradas leis justas e sensatas. Tiveram de mudar porque a sociedade mudou.

[aL]

Um post com um objectivo



[aL]

Bom gosto irresponsável

Ontem à noite, chego eu a casa [já em horário am ] e oiço pelos corredores o som de música. Já próxima do meu patamar, percebo que o irresponsável que àquela hora insistia em ouvir a música no máximo, tinha um excelente bom gosto na escolha musical. Ao abrir a porta depreendo imediatamente que "o" irresponsável era eu. Suspeito que na próxima reunião de condóminos o assunto venha à baila. Mas convenhamos, eu tenho realmente um exímio bom gosto musical

[aL]

um post sem um nem dois objectivos

Em jeito de brincadeira:
aL e Prometeu assinam os posts agrilhoando os nomes sempre entre parêntesis, uns rectos e outros curvos (aceitam-se leituras desta diferença na caixa de comentários: origens, simbologias, ideologias, patologias,etc,etc).

lipemarujo

Privatização na Cultura

A propósito da Rivolição e/ou Rivolução e também a propósito deste post do David Afonso que a aL linkou.
Um teatro municipal, como o nome indica, é do município e dos seus munícipes. Mas as políticas de cedência do espaço e da programação é dos eleitos (embora de certeza que na lei devem estar estipuladas as obrigações da câmara na cedência a fazer dos espaços municipais, mas isso como sabemos é aplicado [ou não] conforme os ventos, as amizades e as cores partidárias). Essas políticas devem ser claras e definidas durante as campanhas eleitorais. Terá sido o caso? Não sei se foi e, sinceramente, (já) não interessa.
Os eleitos decidiram privatizar o espaço. Uma série de claúsulas afim de salvaguardar uma programação de qualidade (critérios deles) é parte essencial dessa privatização, o que levou a algumas empresas cadidatas retirarem-se da corrida por julgarem insustentável tais claúsulas.
A mim não me faz diferença nenhuma que um espaço como o Rivoli seja privatizado. Um espaço é um espaço, a cultura e a política que uma câmara deve ter nessa área não está (ou não deve estar) dependente de espaços camarários, aliás fica bem mais barato ao município alugar do que comprar/manter um espaço. Dito isto, o que a câmara deve assegurar são os meios para obter espaços (de todo o tipo) para promover actividades culturais e não comprometer-se como senhorio de espaços caros.

lipemarujo

Cedendo

Aproveito estes últimos dias de Ramadão para dizer que: foram as caricaturas, foram as festas em Espanha e a Ópera de Berlim, foram as palavras do Papa... e continua-se a retrair, a recuar, cede-se no essencial e disfarça-se no politicamente correcto... se calhar só quando ameaçarem os jogadores de futebol por se benzerem antes de entrar em campo é que se tomarão posições firmes nas questões das liberdades e da verdadeira tolerância. Talvez aí (nesse irónico exemplo dos jogadores da bola) deixaremos de ceder nos valores que de facto pretendemos defender. A tolerância não pode ser confundida com diplomacia bacoca, deve ser activa, dinâmica.

lipemarujo

sábado, outubro 21, 2006

Um post com um objectivo



[aL]

Sobre a Rivolição [pelos outros]

Sensibilidade e bom senso

quinta-feira, outubro 19, 2006

Um post com um objectivo




[aL]

Notícias da Cozinha

Lá do outro lado [n'O Esturrico], a actividade culinária não pára.

Entrou hoje em acção o chef convidado do mês.

O Miguel Madeira do Vento Sueste, aceitou o nosso desafio para partilhar as suas receitas.

Bom apetite!

[aL]

O dono do mundo... e arredores

Em nome da "segurança nacional" o presidente americano acaba de adoptar uma nova estratégia espacial que contempla e louva a "liberdade de acção" dos EUA e o seu direito a proibir se necessário o espaço a todo e qualquer país "hostil aos interesses americanos".


lipemarujo

É a Economia, Estúpido!

Oiço na TFS, Francisco Louçã a defender diferentes preços a serem aplicados aos consumidores domésticos de água [ou seria da electricidade?]

"Então, os que consomem mais, os mais ricos, devem pagar mais. Os que consomem menos, os mais pobres, devem pagar menos" (sic)

Ah! Pois, agora o consumo de água está indexado ao rendimento. É a Economia, Estúpido!

[aL]

Um post directamente da cozinha

In point of quantity, the sensibility of the female sex appers in general to be greater than that of the male. The health of the female is more delicate than that of the male: in point of strength and hardiness of body, in point of quantity and quality of knowledge, in point of strength of intellectual powers, and firmness of mind, she is commonly inferior: moral, religious, sympathetic, and antipathetic sensibility are commonly stronger in her than in the male. The quality of her knowledge, and the bent of her inclinations, are commonly in many respects different.

Her moral biases are also, in certain respects, remarkably different: chastity, modesty, and delicacy, for instance, are prized more than courage in a woman: courage, more than any of those qualities, in a man.

Jeremy Bentham, in Introduction to the Principles of Morals and Legislation

[aL]

quarta-feira, outubro 18, 2006

Ai, ai

Não me parece que isto comece bem. Aliás, o mal parece não ser do momento, parece-me a mim que postos com nomes demasiados pomposos e vices e subordinados e assistentes e siglas e escolhas daqui e dali e não sei quê...
Ai, ai...

lipemarujo

Resultado da Política de Preços Controlados

terça-feira, outubro 17, 2006

Um génio

Sem querer (fica, talvez, para outro post) na questão da "Rivolução", só quero dizer que um génio está envolvido na coisa. Não sei se chegou a estar lá dentro, mas sei que a mulher lá está. Sei que esteve do lado de fora a dada altura e sei que voltará para lá mal trate da única coisa que o pode afastar da mulher uns tempos (os alunos e as aulas). Trata-se de um antigo professor de francês que tive em Letras no Porto. Posso afirmar sem qualquer reserva que foi o melhor professor que tive até hoje. Um homem especial com um look especial com uma sensibilidade única. Um homem de liberdade, de literatura, de cinema, de paixões e de amor. O "amour fou" (amor louco) como ele abordou nas aulas, uma definição intranduzível que apenas pôde demonstrar contando a sua própria história e experiência com a mulher. As paixões, as suas explicações envolvendo o narcisismo nelas, a paixão pelo cinema e pelos alunos. A liberdade que pôs em práctica em cada aula deixando cada um exprimir-se. Um génio que decorava os nomes dos estudantes na primeira aula, que de cor escrevia e declamava poemas e textos dos maiores autores franceses. E também, dos poucos professores a ir beber um café ao bar dos alunos no seu look de jardineiro e de poeta maldito.
Sobre política nunca se falou, no ano em que o tive como professor o tema era o amor... incompatibilidades portanto. O que ele sente pela mulher é dos sentimentos mais intensos que vi alguém demonstrar. Uma coisa é certa, seja como for que a "Rivolução" se resolva, o homem vai lá ter com a ela.

lipemarujo

A uma voz

Na página 20 do Le Monde de sexta-feira 13/10 (link apenas para abonados) estão dois artigos de opinião sobre a nova lei francesa que criminaliza o negacionismo do genocídio arménio de 1915 na Turquia. O primeiro é escrito por Elif Shafak, uma romancista turca; o segundo é da autoria de três intelectuais arménios, Etyen Mahçupyan, economista, o jornalista Hrant Dink e Ragip Zarakolu, editor.
Os quatro foram perseguidos criminalmente na Turquia por publicações sobre a questão arménia. Os quatro emitem reservas para com esta lei, proposta dos socialistas, que o parlamento francês votou e passou (em 129 votantes dos 577!!!, 106 a favor, 19 contra).
Sou apologista de tomadas de posição claras por parte de um país no que consta situações do passado ou do presente que envolvem direitos fundamentais. Julgo que os valores de uma democracia passam à frente dos da diplomacia, mas legislar sobre o passado de outros povos é prova de arrogância e de estratégias politiqueiras e não de clarificação de posições. A França não pretendeu fazer um gesto nobre, a França disfarçou o gesto com o pior da diplomacia, o politicamente correcto. Com esta lei atirou para mais longe a possibilidade da Turquia se juntar à União Europeia, mas pior, radicalizou ainda mais a discussão sobre a questão da adesão e a discussão sobre a questão arménia, para não falar da liberdade de expressão única arma para se encontrar a "verdade verdadeira".

"A intransigência alimenta a intransigência: os sentimentos anti-turcos na Europa agravarão o nacionalismo turco e vice-versa." Elif Shafak

"Não pensamos que as realidades históricas vividas no passado pelo povo arménio precisem de ser registadas ou enquadradas por leis penais. Para bem compreender a história não precisamos de leis mas sim duma ética sólida e de uma consciência moral." Mahçupyan/Dink/Zarakolu
tradução minha

lipemarujo

Na Bélgica


lipemarujo

Ideias Barricadas / Opções Adiadas

O Adolfo lança no seu aAdF uma nova Micro-Causa. Embora sem compreender exactamente as motivações desta Micro-Causa, pois as questões levantadas levam a posições [de alguma forma] contraditórias, não posso deixar de destacar esta Micro-Causa [pela/para/com Cultura??].

No entando, resta-me comentar que não há nada pior do que ideias barricadas [e isto é válidos para os que estão no Rivoli e para os que irão para a Ajuda]

[aL]

segunda-feira, outubro 16, 2006

Para descontrair o ambiente, que é como quem diz, um Valium para a aL...



(Prometeu)

O Orçamento de Estado 2007

[aL]

A Libertarian Break [ou, Mas afinal, quem é que manda aqui? Hã?]

[aL]

Comparações

A ver e a ler grande parte das reacções críticas que pela blogosfera aparecem sobre liberalismo, leva-me a fazer uma comparação. A comparação prende-se com o mesmo sentido crítico (crítica fácil entenda-se) que em muita opinião sucede quando se fala em intelectuais. Em Portugal, quando se fala de intelectual faz-se uma careta. "Intelectual" é uma coisa má. "Intelectual" é uma coisa perigosa que não se sabe bem o que é, e isso advém por parecerem arrogantes aos olhos dessa crítica fácil, por parecerem claros demais e prepotentes. O "povo" (conceito que esses críticos do intelectualismo se apropiam) não é feito de intelectuais, os intelectuais não são povo. Este tipo de pensamento é comum e brota sobretudo na boca de muito populismo político, mas também da boca de muito reaccionarismo puro e duro. Fala-se de intelectuais como se houvessem muitos, como uma praga, como se fossem eles os que "mandam", os que "decidem", os culpados de tudo isto.
Pois, sobre o liberalismo as críticas (a maior parte delas) caí neste sistema também, como se os problemas que existem e que o liberalismo propõem resolver fossem culpa dele próprio. Aos olhos desses críticos automáticos vivemos num sistema liberal. Mas não vivemos. Vivemos num outro sistema com um outro nome.

lipemarujo

sábado, outubro 14, 2006

Citações CXXXVIII

Uma sociedade que admite que os pobres devam ao Estado rapidamente descambará para uma sociedade onde todos devem ao Estado por solidariedade colectivista. Como bem explicou Hayek, o micro-socialismo tende a evoluir para o macro-socialismo.

Processo bem mais simples e directo que o micro-crédito é desonerar todos os cidadãos — ricos e pobres — do peso opressivo do Estado. E isto, a fundo perdido.

AA, in a Arte da Fuga 2006/10/14

[aL]

Ainda sobre o Nobel da Paz 2006

Alguns esclarecimentos do JoaoMiranda, no Blasfémias

[aL]

sexta-feira, outubro 13, 2006

Bom crédito

"Os pobres não precisam de subsídios nem de esmolas, precisam de crédito."
lipemarujo

De facto

De facto, por vezes lemos depressa demais e as palavras e frases que lemos passam-nos ao lado. O texto de "apresentação" do programa Grandes Portugueses não tem pés nem cabeça:
"O programa destina-se eleger – com o seu voto – a personalidade mais marcante da História de Portugal. O português que você mais admira."
A contradição é tão grande que nem a tinha visto.

lipemarujo

Bicho feio e caro

A função pública é um bicho feio. Um bicho feio, caro e que não justifica... não a fealdade mas o preço. Elegem-se governos não para a função pública mas para um país. E este (esqueçam os erros ortográficos, o Público já nos habitou a isso) é um exemplo de que o bicho feio e caro não quer ajudar nem se quer ajudar a si mesmo. A solideriedade que vai na boca de tantos vê-se nestas coisas, vê-se quando se sabe que se está a receber mais do que se deveria e mesmo assim fechar os olhos. Vê-se quando os serviços prestados pioram ou estagnam na mediocridade e só se pensa nos "direitos adquiridos" sem se reflectir um segundo sobre se esses direitos são ou não merecidos.

lipemarujo

quinta-feira, outubro 12, 2006

Rescaldo do dia

Hoje passeou-se pelas ruas de Lisboa uma MNI (massa não identificada) composta por, segundo a SIC, aproximadamente 90 000 "trabalhadores".

Assisti a um pouco da manifestação, um pouco por ter sido obrigado a tal (enquanto aguardava pelo autocarro que me levasse a casa) e um pouco por curiosidade. Gostava de saber o que afinal se pretendia. Aqui vão as minhas conclusões:

  1. De acordo com os slogans dos manifestantes, Portugal é dirigido por "Mentirosos" e "Aldrabões". Dada a ausência dos motivos no cortejo, parti do pressuposto que todos soubessem o porquê das acusações.
  2. Os "Ricos estão mais ricos e os pobres a perder". Apesar de, por momentos, ter pensado que estava a assistir a um episódio da Floribela, reflecti um pouco. Se o dinheiro não cresce das árvores mas o trabalho gera dinheiro, perguntei-me como queriam enriquecer os manifestantes.
  3. "O povo unido jamais será vencido". Sempre na moda, esta bela máxima. Mas fiquei sem perceber quem é o povo.
  4. Após algum tempo o sol apareceu. Um cartaz de uma organização chamada STAL afirma que a manifestação é "A favor do emprego!". Fiquei com um pouco de receio que surgissem conflitos com uma possível contra-manifestação que se afirmasse contra o emprego.
  5. A mesma STAL (talvez o grupo mais esclarecido) mostrava a intenção de iniciar conversações. As reinvidicações eram desconhecidas. Mas julgo que era com os aldrabões. Acho que estão bem encaminhados. 90 000 pessoas na rua a protestar é uma boa maneira de conversar.
(Prometeu)

P.S.: Parece que durante a manifestação foi berrada uma moção através de um altifalante. O proponente usou a máxima "quem cala consente" para dizer que Portugal (representado por aquelas pessoas) reprovava a reforma da admistração pública. Isto sim, é democracia representativa!

Afinal, não moro em Portugal

O Serviço Nacional de Saúde está de muita boa saúde graças à nossa gestão.

Correia de Campos, ministro da saúde de Portugal, na Grande Entrevista

(Prometeu)

Instinto Fatalmente Nobel

lipemarujo

Hoje não resulta

aquilo do hino. Hoje não resulta. Mas creio que afinal os sintomas de que padecia não eram causados por uma ressaca, mas sim por um virus da gripe qualquer [ou se calhar é uma constipação]...

[aL]

quarta-feira, outubro 11, 2006

Experiência curiosa

Num momento morto de internet diverti-me a colocar as inicias dos partidos representados na Assembleia seguido de blogspot.com a ver no que dava. Eis os resultados: ps, psd, pcp, cds, be. O partido "Os verdes" não dava em nada.

lipemarujo

Ai os polacos...

Estou a ouvir o relato da selecção na tsf, os polacos acabam de marcar o segundo. O relatador diz que os colegas que estão ao lado dos média polacos estão histéricos e que inclusive lhe tiraram o microfone para festejar. O nosso relatador disse: "- Assim não, assim não dá, assim vou ter de pedir protecção policial!"

lipemarujo

Terapia do Dia [mata ressacas]

Nada como ouvir o hino da ex-URSS alto de bom som, para eliminar qualquer resquício de mal-estar e ressaca causados por uma noite demasiado longa [contudo muito agradável] e relembrar os aureos tempo de ginasta. O pessoal do escritório está lixado, vai levar com o hino o dia todo, como que um ritual de uma missa negra

[aL]

Alguém me explica esta fotografia?

lipemarujo

terça-feira, outubro 10, 2006

Miguel Torga

Ouvi falar do novo programa da RTP, Os Grandes Portugueses, e fui visitar a lista que propõem (que ao incluir Luís Figo e Eusébio como futebolistas e vendo outros nomes associados ao desporto, deixa vergonhosamente de fora Vítor Baía) embora não seja obrigatório votar num desses nomes. O programa vale o que vale mas até fico curioso em saber o desfecho. O meu voto vai para Miguel Torga, saúdo contudo Raúl Brandão e Vergílio Ferreira.


lipemarujo

Emoção e reflexão

Hesitei, hesitei mas lá escrevo sobre o assassinato de Anna Politkovskaïa na Rússia. A hesitação deve-se apenas ao impacto que pode ter um artigo mais, mas também como abordar o acto trágico em si. Por um lado pesa obviamente o sentimento de revolta que qualquer acto deste tipo provoca, por outro pesam as considerações que sobre ele tenho. Emoção e reflexão portanto.
Abordar ambos pode ser uma opção mas torna tudo mais difícil e confuso. Paciência.
Mataram a jornalista devido ao que ela defendia, ao que ela representava e ao que ela denunciava, disso julgo não restarem dúvidas.
A reflexão que posso fazer é dirigida à Russia e ao seu presidente Putin. Sobre a Tchetchénia sabemos cada vez menos. Moscovo optou por uma "pacificação militar", curiosa expressão que não significa mais do que fazer a guerra. A diplomocia não existe, nem tão pouco acordos, consensos ou estabelicimento de uma qualquer base de diálogo entre a federação e rebeldes. Mais, nem unilateralmente Moscovo procura outras soluções que não sejam a tal "pacificação militar". O problema da Tchetchénia não é um problema, é uma teimosia de Putin. O presidente russo tem carta branca dentro e fora do país para continuar com a teimosia.
E chegou a tal ponto que mesmo uma jornalista como Anna Politkovskaïa, que era extremamente crítica com Putin sim, mas que o era também com os rebeldes tchetchénios, foi silenciada pela morte.
Não acredito que a ordem tenha partido de Putin, aliás este tipode ordens, é sabido, nunca parte de cima, parte do meio e é executado por baixo. Mas antes de partir do meio há que ter a benece de cima, seja ela directa ou indirecta. Poderá ter partido da corja de conselheiros de Putin ou quem sabe do homem forte do Kremlin em Grozny, Ramzan Kadryov, poderá ter sido a ideia de um qualquer ambicioso funcionário de Moscovo, etc, etc, não interessa. O que interessa é que este é um crime perpetrado pelo sistema instalado de controlo total operado por Putin e os seus, é perpetrado pelo sistema (mal) disfarçado não democrático vigente na Rússia.

lipemarujo

Pequeno balanço

Um pequeno balanço das eleições comunais belgas (mais ao menos equivalentes às nossas autárquicas) que se realizaram domingo passado.

Primeiro dizer que os políticos cá não são muito diferentes dos nossos. No fim de um acto eleitoral todos eles "ganharam", todos eles estão contentes e sorridentes.
A Bélgica é formada por duas regiões federais, a Valónia (francófona) e a Flandres (flamenga), e também a região de Bruxelas Capital. Na Valónia em relação às eleições de 2000, o PS perdeu força (perde comunas em cidades importantes devido a casos de corrupção local) mas mantém-se o partido mais votado seguido do MR (liberais francófonos) que também têm uma quebra em relação a 2000. O CDH (partido que se diz centrista) é a grande surpresa com uma subida em força em relação às últimas eleições.
Na Flandres o medo vinha do resultado da extrema-direita. Mas a ameaça ficou-se apenas por isso, o Vlams Belang sobe mas não terá nenhum burgomestre, aliás o resultado do partido racista estagna. O partido mais votado foi o CD&V (partido social-cristão) que reforçou a posição de 2000, o VLD (liberais flamengos, partido do primeiro-ministro) asseguram a segunda posição mas perdem força enquanto que o SP.A (socialistas flamengos) mantém um discreto 4o lugar atrás do Vlams Belang.
O balanço que faço é sobretudo sobre o Vlams Belang (VB). Era esperado em Antuérpia um grande resultado da extrema-direita, falava-se até num possível burgomestre. Jornalistas de toda a Europa vieram famintos de ver um extremista rejubilar numa possível vitória democrática de um partido xenéfobo, não estavam sequer interessados em saber o nome do vencedor. Os média belgas apontaram o dedo a esta situação, ao interesse "macabro" que a comunidade internacional tinha para com a cidade portuária, quase que esperavam vê-la transformar-se na cidade negra da Europa, na cidade da extrema-direita. Não foi o caso. A lista de Patrick Janssens do SP.A foi a mais votada.
Mas apesar da estagnação do VB, políticos, média e analistas sabem que a ameaça não desapareceu. O jornal Le Soir tornou-o claro no editorial de segunda feira, o combate contra este partido (e outros do género) é um combate diário e a longo prazo.
De resto, fez-se democracia no domingo, num país com cerca de 10 milhões de habitantes, 7 milhões votaram, lembro que na Bélgica o voto é obrigatório. Esta semana e talvez na outra também, o lugar é dado a negociações, é que em muitas comunas acordos entre partidos são necessários para construir maiorias estáveis.

lipemarujo

Um post directamente da cozinha

Hardly anything can be of greater value to a man of theory and speculation who employs himself not in collecting materials of knowledge by observation, but in working them up by processes of thought into comprehensive truths of science and laws of conduct, than to carry on his speculations in the companionship, and under the criticism, of a really superior woman.

John Stuart Mill, in The subjection of Women


[aL]

segunda-feira, outubro 09, 2006

Aprendiz de teorizador de conspirações

Desde de que vi este documentário, me tenho vindo a questionar sobre o 11 de Março. De facto, quem beneficiou mais com o atentado? Terá sido a Al-Qaeda, organização à qual supostamente os terroristas pertenciam? Se pensarmos bem, Espanha apenas tinha 1 300 soldados no Iraque. E, para além disso, que se saiba, a Al-Qaeda não tinha grandes interesses a defender da terra do Saddam.
Então, quem foi o maior beneficiado deste atentado. Nada menos que o actual Primeiro-Ministro espanhol, José Luís Zapatero. Se observarmos com atenção (aliás, nem é precisa muita para chegar a essas conclusões), as sondagens antes do 11 de Março davam uma clara vantagem a Mariano Rajoy. Pensariam os analistas na altura que só algo devastador para a imagem do PP daria a vitória ao PSOE. E não é que 4 comboios da rede de metro madrilena explodem 3 dias antes das eleições e dão a vitória a Zapatero?

Como diria Rui Ramos na Atlântico deste mês, Como todas as teorias da conspiração, esta é simultaneamente absurda e irrefutável.
Muitos dirão que, apesar de os dois acontecimentos estarem directamente relacionados, este texto é totalmente inverosímil. Não tem fundamento, que é uma acusação do mais baixo nível. Concordo.
Também confesso o mau gosto deste texto. Muitas dúvidas me foram atravessando a cabeça, sobre se o devia postar. Mas também me questiono sobre se os primeiros a apontar o dedo a este texto, não terão sido os primeiros a acreditar nisto. Na verdade, dou o mesmo nível de credibilidade ao vídeo como a este texto imaginado em cima do joelho.

(Prometeu)

Público ao xadrês

Eu tinha escrito um pequeno post sobre uma notícia no Público que falava de xadrês, mais propriamente de uma partida entre os campeões mundias das duas federações existentes. Nesse post eu dava conta da minha surpresa ao aperceber-me da complexidade do desporto, onde ambos os jogadores têm à sua disposição equipas de analistas que estudam afincadamente as variáveis do jogo e estabelecem inúmeras estratégias para se chegar ao xeque mate.
Tudo isto para dizer que, o post estava pronto, lido e revisto, o link preparado para a notícia... só que o link dava nisto. Pois é, o Público abriu as portas mas fechou-as logo a seguir. Li a notícia sem ser assinante mas vocês já não podem lê-la, a não ser que sejam assinantes. É pena.
Não quero culpar oesturrico mas a verade é que o post estava pronto e com o link a funcionar, mas deixei-o em rascunho para não tapar o post do novo blog de culinária (estou a brincar).

lipemarujo

2012

[aL]

domingo, outubro 08, 2006

Cheira a queimado

Pois é... aqui o 19mesesdepois parece estar bem entregue... Ora com o lipemarujo ora com o Prometeu. De repente só me sobra a cozinha...

É no Something's Burning [or a fancy name for Esturrico] que eu me refugiarei... com a Elise.

Bon Appétit!

[aL]

Imaginando teorias da conspiração

E se o 19mesesdepois tivesse acesso a informação secreta que revelasse que um certo partido incubiu vários jovens militantes a "postar" comentários anónimos em catadupa pela blogosfera dentro? Com que propósito perguntarão alguns? Mas então não seria claro? Que partido perguntariam outros? Mas então mais uma vez não seria tão evidente e transparente?

lipemarujo

Who wants to become a british citizen?

(Prometeu)

Swedish Welfare State

As consequências já todas as conhecemos. Agora as causas vão surgindo num blog perto daqui.

(Prometeu)

Continuando

Não é por sair um Procurador Geral da República que os casos mais polémicos do seu mandato parem e saiam com ele. Casos como os da Casa Pia, do Envelope 9 e outros, continuam sobre a mesa da Procuradoria e esperamos que o novo PGR, após tomar o pulso e estudar os assuntos, nos dê as respostas devidas.
Um bom sinal seria já no discurso de tomada de posse definir um prazo para o início dessas respostas.

lipemarujo

sexta-feira, outubro 06, 2006

Nem já nem nunca


Depois de ver o No Direction Home, documentário dirigido por Scorsese sobre a vida (parte dela) de Bob Dylan, só posso dizer que já não se faz música assim, aliás nunca se tinha feito. Não se faz nem nunca se tinha feito, só mesmo Dylan.


lipemarujo

Sem título

Hoje, aproveitando um pequeno interregno laboral, tentei ir à FCSH da Nova de Lisboa inscrever-me no já muito desejado curso de italiano.

Quando me aproximei do portão, reparei no aviso que anunciava que a o edifício estava interdito devido a uma acção de desinfestação.

Receio que, na Segunda, quando me tentar inscrever, já não venha a ter professor.

(Prometeu)

quinta-feira, outubro 05, 2006

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Sempre vi em Cunhal algo de peculiar. Não era o cabelo branco, os olhos azuis, nem sequer a sua capacidade de persuasão. Olhei sempre com desconfiança para o papel dele na conquista da Liberdade. Muitos o quiseram glorificar à categoria de herói nacional. Conhecia o 25 de Novembro, as tentativas do PC em não ter um Portugal livre e democrático. Sei o que o comunismo implica. Mas ainda não tinha lido Cunhal assim. Hoje apenas vejo nele alguém que lutou pelo fim da ditadura salazarista. Mas nunca pela Liberdade. Nunca pela democracia. Mas, pensando bem, não estranho.

Simples esclarecimentos

A história dos voos da CIA no nosso país continua a derramar tinta em jornais e bits em blogs. Se temos o direito indiscutível de saber exactamente que tipo de voos passaram por território português, quem os autorizou, os porquês e os comos, as motivações e os propósitos, esse esclarecimento deve ser dado pelo Governo aos portugueses na Assembleia da República. Sabemos que isso ainda não aconteceu com clareza o que deverá ser da responsabilidade dos deputados (continuar a) exigirem respostas.
Por outro lado, um pequeno esclarecimento adicional sobre que papel pode ou não pode ter o Parlamento Europeu em tal caso também era bem-vindo. De um lado leio que o PE não tem o direito de ingerência nestes assuntos, se assim for o Governo não tem, de facto, de dar nenhum esclarecimento à instituição e os euro-deputados não se devem indignar com tal resposta, de outro lado a insistência e a tal indignação repetem-se de tal forma que sou levado a querer que existe direito a obter resposta. Se também compete ao Governo (por eventuais acordos nos tratados) esclarecer tal assunto perante o PE, tem de o fazer depois de informar a nossa Assembleia.
Mas como sempre, o ruído é muito e as melodias poucas, fico sem saber que música ouvir.

lipemarujo

Lovebirds


Melanie Daniels: Just what is it you're looking for, sir?
Mitch Brenner: Lovebirds.[...] Well, uh, these are for my sister, for her birthday, see, and uh, as she's only gonna be eleven, I, I wouldn't want a pair of birds that were... too demonstrative.
Melanie Daniels: I understand completely.
Mitch Brenner: At the same time, I wouldn't want them to be too aloof, either.
Melanie Daniels: No, of course not.
Mitch Brenner: Do you happen to have a pair of birds that are... just friendly?


[aL]

Descamuflando...


As palavras são de Luís Aguiar-Conraria no blog A Destreza das Dúvidas, trata-se do último parágrafo de um post certíssimo e certeiro do economista (ou não será economista?) sobre um tema desde sempre muito bem camuflado.

lipemarujo

quarta-feira, outubro 04, 2006

Falácias Cubanas

Porque (nem) tudo tem explicação

Hoje decidi regressar a casa de autocarro. Apesar do dia estafante que tinha empurrado para trás, a solidão do escritório obrigou-me a ver outras pessoas.

Para meu regalo, um lugar no autocarro ofereceu-me os seus préstimos. Um passeio pela cidade, o descanso necessário para o corpo. Perfeito.

Umas paragens mais adiante entra um grupo de idosos no autocarro. Os lugares preencheram-se, mas a fonte jorrava tanto que optei por ceder o meu espaço, o meu descanço. Senti-me bem comigo mesmo. E isto sem ningém me ter obrigado.

(Prometeu)

P.S.- Não faz agora muito tempo que comecei num ofício novo. Uma das primeiras decisões tomadas pelos funcionários aquando da minha chegada foi o fim da troca de prendas nas datas de aniversário. Em vez disso, o dinheiro será reunido no final do ano, e doado a uma instituição de solidariedade social.

O grito do Miranda

Um post no masculino...(paixões antigas e novas)

Sem querer entrar em conflitos (sobretudo comigo mesmo) mas julgo que esta senhora


acaba de ser "trocada" (uma vez mais dentro de mim) por esta:

lipemarujo

terça-feira, outubro 03, 2006

Blogs, debates e liberalismo

Na sequência deste post, surgiu um excelente exemplo do papel que pode ter um blog num debate de ideias, num educar e sobretudo numa interacção de pessoas que sem blog dificilmente se encontrariam.
Fala-se de liberalismo neste caso, mas podia ser com uma outra coisa qualquer. Mas também é importante que seja o liberalismo, visto ser tema recorrente numa parte da blogosfera e sistema/filosofia/ideologia (ajudem-me a escolher o termo certo) em dinâmica crescente nos debates em geral sobre, sobretudo, como resolver certos problemas económicos/sociais/culturais.
Os links para os dois artigos do meu amigo ricardomorgado99 não foram inocentes.
A frase que termina o post desses links aqui do 19mesesdepois "Eu ainda ando a tactear o conceito (liberalismo), há coisas que gosto, outras que nem tanto..." só se justifica pela habituação. O que quero dizer é que penso que o "medo" que o liberalismo cria em muitos que não se revêem nem de perto nem de longe num socialismo selvagem, nem se revêem muito num mais suave, vem do facto de não conhecermos outro sistema que não um derivado do socialismo. Ignoramos os efeitos do que seriam de facto os resultados de um sistema liberal e essa ignorância, essa habituação a ter um Estado presente em muitas das situações da nossa vida, cria uma certa desconfiança no que poderia trazer um sistema liberal.
António Costa Amaral tem uma intervenção no blog do meu amigo (e também aqui no 19mesesdepois) extremamente positiva. Para além das convicções que apresenta e das preocupações que revela (no debate ser dirigido para onde interessa e para onde possa ser produtivo), aa certifica-se que para se ser e estar seriamente num debate mais profundo sobre o assunto convém saber-se do que se fala, não haver equívocos de linguagem, e que para isso só documentando-se e lendo.
Não é muito o meu caso que vou apenas ouvindo e lendo aqui e ali. O que conheço, isso sim, são os resultados do sistema que temos, em que tendo a dizer uma coisa muito simples (e que não quer dizer mais do que aquilo que diz) parece-me, que de facto, menos Estado em muitas áreas, pode ajudar e muito a melhorar certas coisas.

lipemarujo

segunda-feira, outubro 02, 2006

19 meses depois Público

A boa notícia é dada pelas palavras do diário num artigo online: "...regresso do acesso gratuito à edição impressa na Net, com excepção de colunas e artigos de opinião, 19 meses depois de ter sido limitado o acesso apenas a assinantes."

lipemarujo